Desta vez, o técnico Abel Ferreira não criticou a arbitragem. O time ganhou por 3 a 1 do Ceará. Depois de terminar o Brasileirão em segundo lugar e perder a Libertadores para o Flamengo, o treinador resolveu chorar o rosário com a reformulação do elenco, com as saídas e as chegadas de atletas, e de tudo de bom que ele faz “sozinho” no clube, como revelar jogadores da base.

As narrativas de Abel

Disse que pagou ao seu ex-clube na Grécia para vir ao Brasil, mas nada comentou sobre os R$ 31 milhões que o Palmeiras teve de pagar em seu nome no processo da Fifa por ter assinado contrato com um clube do Catar. Abel também faz as suas narrativas. Algumas fora de hora.

Siga The Football

Abel abusou neste domingo em seu rosário do que mais gosta depois de acusar os árbitros: acusar os jornalistas. Ele chegou a cobrar da imprensa a má fase de Vitor Roque quando o garoto chegou da Espanha, emprestado do Barcelona ao Bétis. O treinador português entende que a mídia deveria trabalhar para o clube e ajudar a levantar o moral dos seus atletas. Mas ele é amável quando o questionamento enaltece o seu trabalho. Não é função da imprensa levantar o moral de ninguém. Os jornalistas informam, observam, fazem análises, entrevistam, são críticos aos fatos…

Abel voltou a colocar a culpa da campanha deste ano do Palmeiras em atores externos, como os jornalistas / Palmeiras

Disse que 25% dos jornalistas “são” do Palmeiras e 75% “são contrários”. Está redondamente enganado, a não ser que tenha provas disso. É mais uma acusação sem provas, ao que parece. Abel trata todos os jornalistas da mesma forma. Informação é coisa séria. Jornalismo é profissão séria. Ele não dá nome ao “bois” porque não tem coragem. Conversa com os seus próprios botões.

É o mesmo que colocar todos os técnicos no mesmo balaio. E eles não merecem estar no mesmo balaio. Ele errou ao abandonar o Brasileirão com a conivência da direção. Erraram todos, portanto.

A base sempre existiu no clube

Abel está manchando o nome do Palmeiras como instituição. Ele fala o que quer em suas entrevistas, coloca-se como se tudo de bom do Palmeiras fosse por causa dele e tudo de ruim por causa dos outros. Passa por cima de diretores e de profissionais do clube. Desvia focos. Antes mesmo de ele chegar ao Brasil, a base do Palmeiras já existia. Há profissionais sérios e competentes na Academia II. Endrick e Estêvão já eram promessas, com ou sem Abel.

SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
TikTok

Em nenhum momento ele analisou o seu trabalho na reta final da temporada, dos erros e acertos do time. Falta ao treinador uma narrativa mais próxima da realidade do que todos os torcedores viram neste ano. Todo mundo tem acertos e erros. Menos Abel.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui