Não é novidade para Neymar permanecer no departamento médico enquanto o time cumpre compromissos no calendário. Ele viveu isso no Santos boa parte do primeiro semestre desta temporada, quando não foi relacionado pelos treinadores da Vila em função de contusões ou problemas musculares. A partida mais notada foi diante do Mirassol, quando o treinador Carlo Ancelotti esteve na cidade do interior paulista para ver o atacante e ele simplesmente não apareceu. Essa rotina de treinos na academia já faz parte da vida de Neymar.
A explicação para as ausências foi sempre a mesma: controlar a dosagem muscular do jogador. Neymar também não vai viajar com a seleção brasileira para o amistoso deste sábado, em Cleveland, contra o Egito, o último teste antes da Copa do Mundo. Ele permanecerá em Basking Ridge em tratamento da panturrilha direita. A decisão é dos fisiologistas que cuidam do jogador, com o aval do médico Rodrigo Lasmar e do técnico Carlo Ancelotti.

Neymar será acompanhado o tempo todo enquanto a seleção estiver “fora de casa” em New Jersey. Ele deve trabalhar em dois períodos e seguir o roteiro preparado para ele desde a sua chegada aos Estados Unidos. Não haverá visitas ou qualquer outra atividade que não seja voltada para a recuperação do atleta. Neymar corre contra o tempo para jogar a Copa. Mas está tranquilo em relação à possibilidade de corte. Não há previsão para ele voltar a treinar com os companheiros.
Ele ainda não calçou as chuteiras
Desde que chegou aos EUA, e mesmo na semana na Granja Comary, no Rio, o atacante não calçou as chuteiras. Esteve sempre longe da bola sem correr qualquer risco de agravar a lesão na panturrilha direita. Neymar, até agora, não teve nenhuma regalia no grupo nacional. A promessa de que ele seria um “jogador comum” no elenco está se cumprindo por parte da comissão técnica.
Quando voltar, Neymar vai até o fim
Mas é pouco provável que Neymar esteja à disposição para ficar no banco na estreia do Brasil contra Marrocos, dia 13, no MetLife Stadium, em New Jersey. O tratamento está sendo levado com muita cautela, apesar do otimismo, de modo que é possível sua volta na terceira partida na fase de grupos, contra a Escócia, em Miami. O Brasil poderá já estar classificado neste jogo. Se isso acontecer, e quando acontecer, Neymar vai engrenar uma sequência de jogos na Copa. Quando voltar, ele ficará até o fim. No Santos, depois das “paradas” necessárias, o atacante emendou boa sequência de jogos. Se voltar contra a Escócia e o Brasil se classificar, faltarão mais cinco partidas até a final da Copa.
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Mas Neymar é reserva e o time trabalha sem “pensar” nele neste momento. Nem Ancelotti olha para Neymar nos primeiros jogos nem os jogadores se colocam dependentes dele nesta Copa como ocorreu nas edições passadas. O volante Fabinho comentou sobre o atacante nesta quinta-feira. “Ele está feliz, faz bem ao ambiente, é um líder para a seleção brasileira. A gente espera que ele se recupere rápido.”





