O técnico Abel Ferreira utilizou a conquista do Paulistão de 2026 para reforçar, acima de tudo, a importância da convicção no trabalho de longo prazo. Após bater o Novorizontino, o comandante afirmou que “carimbar títulos é importante”, mas ressaltou que a verdadeira força do Palmeiras reside na resiliência demonstrada no ano anterior. Vale lembrar que, em 2025, o clube passou em branco, acumulando os vice-campeonatos do Estadual, Brasileirão e Libertadores, um cenário que, segundo o próprio treinador, resultaria em demissão na maioria das equipes brasileiras.
Nesse sentido, para o português, o troféu surge como uma premiação ao espírito de grupo e à estrutura profissional oferecida pela diretoria. Abel destacou que ser campeão é uma atitude que exige saber perder para, posteriormente, colher os frutos do aprendizado técnico e emocional. Ele enfatizou que o sucesso não é um mérito individual, mas o reflexo de processos bem estabelecidos sob a visão da presidência, permitindo que o elenco mantivesse a competitividade mesmo nos momentos de maior pressão externa.

Essa filosofia de continuidade ganha contornos mais nítidos quando comparada ao cenário de outros gigantes do país. Enquanto o Palmeiras optou por segurar seu técnico após um ano de “quase” conquistas, o Flamengo seguiu o caminho oposto. Recentemente, o clube rubro-negro, mesmo vindo de uma temporada vitoriosa em 2025, optou pela troca de comando ao enfrentar o primeiro período de instabilidade em 2026. Como resultado, a fala de Abel sobre “ser despedido em outro lugar” aponta diretamente para a cultura de imediatismo que domina o futebol.
A lógica da Academia
No entanto, na Academia de Futebol, a lógica parece ser outra. A permanência de Abel, mesmo sem taças no ano passado, permitiu que o time chegasse ao início desta temporada com uma base tática e psicológica preservada. O desfecho dessa escolha foi a quebra do jejum com o 11º título do treinador, que agora se isola como o maior vencedor da história do clube, superando os dez troféus de Oswaldo Brandão.
Protagonismo feminino
Além disso, a celebração no gramado também foi marcada por um forte simbolismo político e social. A presidente Leila Pereira destacou que a conquista ocorreu no Dia Internacional da Mulher, dedicando o troféu a todas as torcedoras e afirmando que sua posição representa a capacidade feminina de ocupar qualquer espaço de poder. Paralelamente, a mandatária reforçou que sua principal missão é garantir que o Palmeiras seja protagonista em todas as decisões, mantendo o nível de investimento e profissionalismo que o clube exige.
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Em tom descontraído, Leila revelou que mantém o sarrafo alto para a comissão técnica. Isso porque, segundo ela, o treinador ainda estaria “devendo” uma conquista referente ao ano passado, estabelecendo a meta de ao menos dois títulos para o calendário atual. Apesar do clima de festa e do reconhecimento histórico, o recado da presidência foi claro: a meta é transformar o alívio do Estadual em um impulso para buscar as taças nacionais e continentais que escaparam por pouco na última temporada.





