O Palmeiras volta a campo neste domingo, dia 8, às 20h30, para encarar o Novorizontino no Estádio Jorge Ismael de Biasi, com dúvidas sobre o time. O derradeiro jogo do Campeonato Paulista vai definir o campeão do Estadual em sua nova versão, mais curta e com todos os clássicos. O time de Abel larga com a vantagem de um gol obtida no primeiro confronto, na Arena Barueri. Portanto, tem o direito de jogar pelo empate, ao passo que se perder por um gol de diferença, verá a disputa seguir para as penalidades.
Há uma dúvida e meia na cabeça de Abel para definir o time. A “meia” é Vitor Roque. Titular absoluto, o camisa 9 começou no banco de reservas na primeira partida da decisão por causa de traumas e pancadas sofridos na semifinal contra o São Paulo. Por isso, Ramón Sosa começou entre os 11 e o atacante entrou apenas no 2º tempo.

Em condições normais, o centroavante retoma ao posto e resolve a meia questão do treinador. E é o que deve acontecer. No treino da tarde de sexta-feira, o penúltimo antes da decisão, Vitor Roque participou integralmente da atividade com o elenco, embora ainda sob olhar atento do Núcleo de Saúde e Performance do clube. A situação tende a se confirmar e ele retornar ao time.
A dúvida ‘inteira’ é sobre Arias
“Não falta nada para Jhon Arias ser titular. A equipe está bem, com boas dinâmicas. Uma equipe não joga só com os 11 jogadores que entram, até porque há muitos jogos que se decidem na segunda parte. Quando jogar, vai jogar. Quando tiver de ficar no banco, vai ficar, assim como todos os outros. Aqui somos todos iguais.” A frase é de Abel após a vitória em Barueri.
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Ao final do primeiro jogo da final, durante a coletiva de imprensa, foi assim que Abel respondeu sobre a possibilidade de Jhon Arias ganhar a posição de titular. Na prática, não disse nem “sim” nem “não”. Despistou, como era de se esperar. Como também é de se esperar do técnico português alguma surpresa na escalação em jogos decisivos. Ele mesmo já declarou que é afeito a esse tipo de expediente — nem que seja para colocar uma pulga atrás da orelha do técnico adversário.
A menos que seja uma surpresa com “S” maiúsculo, daquelas de cair o queixo, a maior incógnita que passa nesse momento pela cabeça de Enderson Moreira, técnico do Novorizontino, é a possibilidade do colombiano ser utilizado logo de cara.
Mas quem sairia do time?
Contratado junto ao Wolverhampton por 25 milhões de euros (cerca de R$ 154 milhões), Arias fez quatro jogos pelo Palmeiras até agora, mas em todos eles saiu do banco de reservas. Para fazer sua primeira aparição entre os titulares, naturalmente alguém precisaria sair do time. Pode ser Allan.

Essa foi a substituição feita por Abel aos 14 minutos do 2º tempo do primeiro duelo da final, momento em que o Palmeiras perdia volume de jogo. Com a mudança na ponta direita, o meia-atacante, que é destro, naquela posição abria as jogadas pelas beiradas. Com Allan em campo, a tendência natural é que o jovem canhoto puxe para a parte central, deixando os lances de beirada mais a cargo do lateral Khellven.
Outra possibilidade, menos crível, seria o camisa 11 entrar no lugar de Maurício. Na meia, região habitada pelo atual titular, Arias também brilhou no Fluminense, embora tenha rendido mais pela direita. Acontece que Maurício também tem se destacado por ali, com encaixe decisivo nas fases de ataque e de defesa da equipe. Para muitos, tem sido o melhor jogador do Palmeiras. Parece que – ao menos momentaneamente – esta é uma porta fechada.





