A Copa do Brasil chega às oitavas de final com uma chave que parece desenhada para lembrar uma velha regra do torneio: camisa pesa, histórico conta, mas nada substitui a capacidade de sobreviver a 180 minutos de tensão. Definidos em sorteio nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, os confrontos colocam lado a lado campeões consagrados, clubes em busca de afirmação nacional, clássicos de alta voltagem e reencontros que carregam marcas recentes.
Os confrontos definidos são os seguintes:
Internacional x Corinthians;
Mirassol x Grêmio;
Palmeiras x Fortaleza;
Atlético-MG x Juventude;
Chapecoense x Cruzeiro;
Vasco x Fluminense;
Athletico-PR x Vitória
Santos x Remo.
Pelo sorteio, realizado na sequência, o clube à esquerda na lista acima faz o primeiro jogo em casa. As datas-bases dos duelos são dias 2 e 8 de agosto. A CBF deve divulgar nesta semana os dias exatos do confrontos.

A primeira leitura é forte: 11 dos 16 clubes ainda vivos já foram campeões da Copa do Brasil. O bloco mais pesado tem Cruzeiro, com 6 títulos; Grêmio, com 5; Palmeiras e Corinthians, com 4 cada. Também entram como campeões Atlético-MG, Fluminense, Internacional, Athletico-PR, Vasco, Santos e Juventude. Do outro lado, Mirassol, Vitória, Chapecoense, Remo e Fortaleza buscam título inédito.
A diferença de tradição é evidente, mas este é justamente o torneio em que a hierarquia costuma ser colocada à prova.
Conheça um pouco sobre duelos
Acompanhe uma análise do The Football de cada um dos oito confrontos:
O duelo de maior carga emocional talvez seja Vasco x Fluminense . O Vasco levou vantagem em confrontos anteriores, incluindo a semifinal de 2025, quando avançou nos pênaltis após derrota por 1 a 0 no jogo de volta .
Em Internacional x Corinthians, a Copa do Brasil coloca frente a frente dois clubes que já escreveram capítulos importantes contra o próprio adversário. O Colorado eliminou o Corinthians em 1992, o Corinthians superou o Inter na final de 2009, e o Inter voltou a eliminar o rival nos pênaltis em 2017
O confronto Mirassol x Grêmio tem um componente que não pode ser ignorado. No papel, o Grêmio leva vantagem por história, títulos e tradição em Copa do Brasil. Mas o Mirassol já mostrou, contra o próprio Grêmio, que não entra nesse tipo de jogo apenas para resistir. O único duelo de Copa do Brasil entre eles virou alerta: em 2022, o Mirassol eliminou o Grêmio com vitória por 3 a 2.
Em Athletico-PR x Vitória, o duelo é inédito. O Athletico tem histórico recente mais robusto em competições eliminatórias e já foi campeão da Copa do Brasil. Como aconteceu contra o Flamengo, o Vitória, ainda sem título no torneio, aposta no fator casa, na força do Barradão e na possibilidade de transformar o confronto em disputa física, emocional e territorial.
Mais quatro duelos
Juventude x Atlético-MG As duas equipes se cruzaram nas quartas de final de 2016: um 1 a 0 para cada lado e classificação atleticana nos pênaltis. O Atlético-MG tem mais recursos, mais profundidade e chega naturalmente como favorito. Mas o Juventude, que eliminou o São Paulo em Caxias do Sul, não é um estreante sem memória na competição: já foi campeão e sabe que seu campo pode funcionar como elemento de equilíbrio.
Em Santos x Remo, O encontro mais lembrado é de 2010: Santos 4 a 0 no Remo, com atuação decisiva de Neymar, e classificação santista. O Remo chega agora às oitavas após eliminar o Bahia e voltar a essa fase depois de 23 anos.
O maior campeão do torneio entra em campo em Chapecoense x Cruzeiro. O histórico da Copa do Brasil favorece o Cruzeiro: quatro jogos, duas vitórias mineiras e dois empates. Em 2012, a Chape empatou por 1 a 1 em casa, mas o Cruzeiro fez 4 a 1 na volta.
Por fim, Palmeiras x Fortaleza Reedição recente: nas oitavas de 2023, o Palmeiras fez 3 a 0 no Allianz, perdeu por 1 a 0 no Castelão e avançou pelo agregado.

SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Como de costume, as oitavas de final da Copa do Brasil deixam os torcedores sempre com pé atrás: a tradição abre portas, mas o mata-mata cobra atenção redobrada. Quem confundir camisa pesada com classificação antecipada corre o risco de descobrir, mais uma vez, por que a Copa do Brasil é o torneio mais traiçoeiro do calendário nacional.





