O Santos estreia nesta quarta-feira na Copa Sul-Americana contra o Deportivo Cuenca, do Equador, e não é exagero dizer que um dos principais fatores motivacionais para a disputa do torneio é o econômico. O time da Baixada vai receber US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) pela participação na primeira fase e mais US$ 125 mil (R$ 640 mil) por vitória. Entretanto, este não é o principal assunto na Vila. Nos últimos dias, veio à tona uma dívida do alvinegro de R$ 90,5 milhões com a NR Sports, empresa da família de Neymar.
O pagamento está dividido em 48 partes até dezembro de 2029 e os detalhes do acordo são inusitados. O contrato reza que, em caso de inadimplência de alguma parcela, todo o montante terá de ser pago à vista. Só que o débito total não precisará ser pago de uma vez caso o presidente Marcelo Teixeira seja reeleito ou se o clube se transformar em SAF (Sociedade Anônima do Futebol). O Santos terá eleições em dezembro deste ano.

Caso o Santos não cumpra os débitos assumidos, o CT Meninos da Vila será aplicado como garantia. Além da dívida com a NR Sports, o Santos ainda paga mensalmente R$ 4 milhões de salário para Neymar, que tem vínculo com o time até o fim da temporada. Aos 34 anos, o meia-atacante vive a expectativa de disputar sua última Copa do Mundo.
Sufoco financeiro
O acordo tem sido criticado por torcedores e conselheiros por ter “amarrado” o futuro político do clube, mas o presidente Marcelo Teixeira defendeu o modelo do contrato. Após a votação e aprovação de contas de 2025 no Conselho Deliberativo, o mandatário justificou que a inclusão do espaço é uma formalidade jurídica e que faltou uma “comunicação correta” com o torcedor.
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Outro assunto que veio à tona é a dívida de dois meses de direitos de imagem atrasados referente aos meses de fevereiro e março. A diretoria alega que as finanças do clube ficaram atreladas ao pagamento de R$ 15 milhões ao Arouca de Portugal pelo zagueiro João Basso, que não foi tão bem e acabou negociado com o Cuiabá, que disputa Série B. A ideia da diretoria santista era derrubar o transfer ban imposto pela Fifa.
A dívida total do Santos, com base no balanço financeiro de 2025 aprovado pelo Conselho, é de aproximadamente R$ 1 bilhão. Cerca de R$ 470 milhões precisam ser quitados em um ano. Quando somados todos os compromissos, o passivo total do clube ultrapassa R$ 1,2 bilhão.





