Carlo Ancelotti já tem a sua resposta sobre Neymar. Ou deveria ter. A ausência do jogador na partida em que o técnico da seleção brasileira se dispôs a ver no estádio em Mirassol continua sem explicações convincentes do Santos e também nos posts do atleta nas redes sociais. Neste momento, Ancelotti será mais “condenado” se convocar Neymar para a Copa do que se deixar tudo como está.
Na segunda-feira, o técnico anunciará sua lista de 26 atletas para os amistosos do Brasil contra França e Croácia neste mês. É data-Fifa. Os jogos serão nos Estados Unidos. Neymar sempre esteve na lista gorda de Ancelotti. Mas ele nunca se mostrou em condições reais para ser chamado. Ancelotti vem respeitando as suas próprias convicções, as mesmas dos tempos de jogador do Milan e de comandante do Real Madrid, seu último trabalho em clube.

A discussão do torcedor brasileiro sempre quando o assunto reaparece é a mesma que a comissão técnica da CBF faz regularmente: Neymar deve ser convocado ou não? Neymar já não tem mais condições de “estragar” o ambiente do elenco. Há líderes no grupo mais fechados com o técnico do que com o atacante. Tem mais: pessoas que acompanham o jogador de perto estão seguras de que ele aceita qualquer condição no elenco para jogar a Copa de 2026.
Neymar sem exigências
Neymar não quer a camisa 10 nem a braçadeira de capitão. Também não exige ser titular do time. Aliás, sob o comando de Ancelotti, nenhum jogador exige nada. Casemiro já se comprometeu a “segurar” Neymar durante a Copa, como fez Dunga com Romário em 1994, na conquista do tetra. Casemiro é um aliado.
A questão é saber se o Brasil precisa de Neymar para ganhar a Copa e se Neymar tem condições de ajudar a seleção no Mundial. A dúvida sempre foi física. Ancelotti já tem essa resposta. Agora, ela é técnica. Neymar não consegue ser decisivo no Santos no Paulistão, o que dirá na seleção mais vencedora do mundo em uma nova edição de Copa do Mundo. Há dúvidas. Esse é o novo ponto faltando três meses para a competição. O torcedor pensa em Neymar de dez anos atrás. Mas ele sabe que esse Neymar não existe mais.
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Portanto, Ancelotti tem mais motivos para deixar Neymar fora da Copa do Mundo do que para levá-lo. O treinador não precisa fazer média com a torcida brasileira. Ele precisa ser autêntico e respeitar os princípios que o trouxeram para o Brasil. Mas o italiano também nunca esteve à frente de uma seleção em Mundiais. Ele sabe, no entanto, que são jogos intensos, de quatro em quatro dias, sem margem para erros, diante de rivais fortes, principalmente os europeus, e com oito jogos até a decisão.





