Quando chegou ao Brasil para assumir a seleção brasileira, Carlo Ancelotti sabia que sua maior dificuldade não era formar um time e recomeçar o trabalho do zero, ainda nas Eliminatórias e com o time precisando garantir vaga para a Copa do Mundo. Ele sempre soube que o problema era fechar o grupo com 26 atletas. Logo de cara, ele disse que o país tinha pelo menos 70 jogadores que poderiam disputar o Mundial. Ancelotti estava certo. Nesta segunda-feira, ele fez a última convocação antes de fechar a sua lista.
O Brasil vai fazer dois amistosos no fim do mês nos Estados Unidos, contra França e Croácia, talvez os melhores testes para o treinador italiano desde que ele chegou. O seu contrato está para ser renovado por mais um ciclo, até 2030. Ele quer ficar. A CBF quer que ele fique. O técnico quer assinar agora para não ter de resolver isso após o Mundial, ganhando ou perdendo.
Sem Neymar
Ancelotti tem uma decisão para tomar: se convoca ou não o atacante Neymar, do Santos, para a Copa do Mundo. O jogador é o único que pressiona Ancelotti. Há torcedores, comentaristas e ex-jogadores que defendem a sua volta à seleção, mas há também aqueles que pensam que o seu tempo no Brasil já passou. Neymar não foi convocado. Ele jamais foi chamado pelo treinador italiano. Ancelotti disse que só convocará quem estiver 100% fisicamente. Há anos esse não é o caso de Neymar. Mas o treinador deixou a porta aberta.





