O inevitável fim de uma era dourada começa a desenhar seus contornos. Com o anúncio da aposentadoria de Lionel Messi na seleção argentina, a ausência do lendário camisa 10 deixa de ser uma certeza futura para se transformar em uma contagem regressiva sentida por cada apaixonado pelo futebol. Pouco a pouco, mais um gênio da bola vai dando adeus dos gramados.
A trajetória de Messi com a camisa albiceleste foi marcada por uma entrega visceral, superando dores do passado, críticas muitas vezes injustas e vices dolorosos até alcançar a redenção máxima com a conquista da Copa do Mundo em 2022.

Essa simbiose entre o jogador e seu país moldou uma mística única, rara, que redefiniu o significado de resiliência no futebol. Cada toque de classe na pelota, de forma exclusiva a partir de agora pelo Inter Miami, carregará o peso simbólico de uma despedida que se aproxima inexoravelmente. É quase uma melodia de tango. No sentimento, no ritmo e na alma.
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A ausência do capitão do Mundial criará um vazio colossal na estrutura competitiva e na liderança da equipe argentina. Substituir um atleta que fixa padrões exigirá da Associação do Futebol Argentino (AFA) um planejamento especial para o futuro. O impacto econômico e midiático construído ao longo de duas décadas sustentado por Lionel Messi também reflete a grandiosidade de um legado intransferível.
Passos programados
Enquanto o ponto final dessa odisseia não chega de vez, o planeta bola assiste aos lampejos da Pulga em seu ato derradeiro. Aos 39 anos – completados em junho, no calor da Copa do Mundo –, o argentino tem contrato com o Inter Miami até dezembro de 2028. Há, portanto, um ano e quatro meses de Messi em campo para aproveitar ao passo que a contagem regressiva avança.





