De Doha
Quase seis anos após ser derrotado pelo Liverpool, da Inglaterra, em uma final do então Mundial de Clubes da Fifa, disputada também no Catar, o Flamengo começou a sua campanha na Copa Intercontinental de 2025, no Derby das Américas, contra o Cruz Azul, do México, com o pé direito bem calibrado do uruguaio Giorgian De Arrascaeta. O camisa 10 marcou dois gols que colocam os rubro-negros na semifinal contra o Pyramids, do Egito, no dia 13 de dezembro. Essa segunda partida decidirá quem vai enfrentar o Paris Saint-Germain, atual campeão europeu, na final do torneio.
Logo aos 14 minutos de jogo, Arrascaeta aproveitou uma bobeada do goleiro Gonzalo Piovi, que saiu jogando errado, e, implacável, estufou a rede dos mexicanos para fazer 1 a 0.

Em um jogo morno, com o Estádio Ahmed bin Ali com apenas 7.108 torcedores, o Flamengo acreditou que a fatura estava liquidada após achar o seu gol. Só que não. Aos poucos, os mexicanos se recuperaram do baque, criaram coragem e começaram a pressionar o rival brasileiro. Aos 41 minutos, o atacante mexicano Gabriel Férnandéz foi lançado pelo meia Carlos Rotondi e chegou a mandar para as redes do goleiro Rossi. Como ele estava adiantado, não houve polêmica quando a equipe do VAR decidiu anular o gol.
Cruz Azul deu trabalho
O Cruz Azul insistiu no ataque – e se deu bem. Dois minutos depois, o lateral-direito mexicano Jorge Sánchez ficou com a sobra de uma bola na meia-lua e acertou uma bomba de perna direita no ângulo direito, sem defesa para de o goleiro flamenguista, empatando a disputa. Diante do resultado ruim e inesperado, o técnico Filipe Luís tentou fazer sua equipe reagir. No intervalo, ele colocou o equatoriano Plata no lugar de Samuel Lino, apagado no primeiro tempo, e mudou o estilo de jogo do Fla. Depois, tirou o colombiano Jorge Carrascal e pôs Everton Cebolinha.

Em vez de esperar pelos mexicanos na defesa, em busca de um contra-ataque para matar o jogo de uma vez por todas, o Flamengo passou a tomar a iniciativa e a controlar mais a posse da bola. Portanto, mais presente no ataque, o rubro-negro acabou sendo recompensado.
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Faltando cerca de 20 minutos para o fim do tempo normal, Everton Cebolinha entrou na área do Cruz Azul – e tentou um passe para Bruno Henrique, que acabou desviado pela defesa antes de chegar a De Arrascaeta. Assim, novamente com seu pé direito, o uruguaio chutou por cobertura, outra vez sem chance para Piovi.
Chip da bola
Como a bola usada nesta edição da Copa Intercontinental é equipada com um chip, imediatamente o sinal de que tinha ultrapassado a linha de gol acendeu no relógio usado pelo árbitro sueco Glenn Nyberg, que apitou o gol. Como faltavam poucos minutos para o fim, o Flamengo conseguiu manter vivo, sem sustos adicionais, o sonho do bicampeonato mundial. É jogo a jogo, como diz Filipe Luís. Mas, em um estádio que deverá estar lotado por torcedores do Pyramids, o Fla terá de jogar mais bola se quiser seguir rumo à final com o PSG.





