Atlético de Madrid impõe o espírito guerreiro de Simeone e tira o Barcelona da Champions League

No limite da emoção das quartas de final: 'Colchoneros' resistem ao abafa catalão desde o começo e avançam no placar agregado

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Barcelona venceu, mas Atlético de Madrid segurou a vantagem e avançou à semi da Champions / Atlético de Madrid

Por Eric Sábio

Que jogo! Que decisão! O confronto de volta entre Atlético de Madrid e Barcelona pelas quartas de final da Champions League entregou tudo o que se poderia esperar do clássico espanhol. Com a vitória de 2 a 0 no jogo de ida, o Atlético mal teve tempo de administrar a vantagem em sua casa ao sofrer um gol logo no início da partida. Mas o time de Simeone resistiu bravamente e levou a sua torcida ao delírio com a classificação na bola e também na raça.

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O jogo já começou quente. Demonstrou cedo como seria o enredo da batalha, com o Barcelona atacando e mordendo na marcação para pressionar o inimigo. Tinha um pico para subir. E a tática do abafa deu certo. Em uma vacilada da zaga madridista, Ferran Torres roubou a bola na intermediária e lançou para Lamine Yamal, que mandou por debaixo das pernas do goleiro e abriu o placar.

Barcelona venceu, mas Atlético de Madrid segurou a vantagem e avançou na Champions League / Atlético de Madrid

O Atlético sentiu bastante o primeiro gol. O Barcelona, mesmo na casa do adversário, se sentia confortável. O segundo gol era questão de tempo. Tudo parecia conspirar a favor dos visitantes. O segundo gol teve o peso de um nocaute. Dani Olmo encontrou Ferran em projeção na área e fez um passe na medida. O atacante dominou e mandou um chute cruzado de esquerda para o fundo das redes: 2 a 0 mudava o cenário.

Jogo de xadrez

A partida parecia que seria toda do time catalão, porém após uma paralisação no jogo devido a uma lesão no nariz do jogador Fermin Lopez, os “colchoneros” voltaram com tudo e, em um contra-ataque perfeito, o recém-contratado Lookman diminuiu e recolocou o Atlético novamente na disputa.

A sequência do duelo seria um jogo de xadrez. No começo da segunda etapa, o mesmo cenário se repetia: o Barça com mais posse de bola e buscando o terceiro gol enquanto os madrilenhos se defendiam e jogavam no contra-ataque. A grande diferença foi o ritmo para atacar do time catalão, que havia diminuído. Mas a partir da metade do segundo tempo, as coisas se inverteram completamente, sendo o Atlético o time que buscava o gol e o Barcelona o que se defendia.

Trocas de Simeone

Essa mudança se deu pelas substituições que o treinador Diego Simeone fez e que surtiram um ótimo efeito, já que minutos depois um desses substitutos conseguiu fazer o zagueiro rival Eric Garcia ser expulso, complicando a vida dos visitantes. Precisando de um gol e tendo apenas dez jogadores, o Barcelona ainda tentou buscar o seu objetivo e teve uma chance clara com o uruguaio Ronald Araújo, mas ele errou.

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No placar agregado, o Atlético de Madrid comemorou a vitória por 3 a 2. O Barcelona estava eliminado da Liga dos Campeões. Festa da torcida local e a certeza de que esse time sonha com o título mais cobiçado da Europa. Diego Simeone desafia o tempo e as críticas ao seu defensivismo com um trabalho que merece ser premiado. O Atlético pode não ter o glamour de seus rivais continentais mais badalados, mas compensa todas as diferenças com um estilo de jogo que mistura obediência tática e amor à camisa. Um estilo que tem o DNA do seu treinador.

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