Um time na zona do rebaixamento sem treinador e com atrasos no direito de imagem dos atletas. E um SAF com muitos problemas extracampo. Este é o Botafogo que está próximo de anunciar um novo comandante para esta turbulenta temporada. O time está em negociações avançadas com o português Franclim Carvalho. Ele foi auxiliar de Artur Jorge na equipe. O Botafogo também negocia a renovação de alguns atletas, como do zagueiro Barboza. Há um climão de desconfiança na gestão de John Textor como nunca antes pelos jogadores.
Franclim participou da histórica campanha do clube nas conquistas do Brasileirão e da Libertadores. Ele é visto como uma escolha que mantém a linha de trabalho que trouxe sucesso recente ao alvinegro, conhecendo em detalhes boa parte do grupo e a estrutura da SAF. Franclim Carvalho é nome de confiança do investidor norte-americano.

Aos 39 anos, o treinador recusou recentemente uma proposta do Tondela, clube da primeira divisão portuguesa. Ele está seguro de que vai assinar com o Botafogo. Sua experiência é longa como auxiliar-técnico, mas ainda engatinhando na carreira solo. Franclim passou por times intermediários de Portugal, como Académica de Coimbra, Braga e Belenenses. Ele também trabalhou no Oriente Médio, na comissão do Al-Rayyan, do Catar.
Momento desfavorável
Além do português, o Botafogo também colocou na mesa o nome de técnicos mais experientes, como Crespo, Fernando Diniz e Juan Pablo Vojvoda. Todos eles perderam o emprego recentemente e estão no mercado. Além do conhecimento da estrutura do clube, pesou a favor de Franclim Carvalho o lado financeiro. O profissional terá um salário consideravelmente menor em comparação aos seus antecessores. Ele mantém boas conversas com Arthur Jorge, que está no Cruzeiro.

A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) foi implantada no Botafogo no fim de 2021 e início de 2022. Desde então, oito treinadores já passaram pela equipe de General Severiano. O que começou como uma solução para o clube logo se transformou em uma administração cheio de dúvidas, sem transparência e perigosa. Nem mesmo Textor tem garantias de que vai ficar.
Anselmi foi o último
O último técnico do Botafogo foi o argentino Martín Anselmi. Ele comandou o Porto no Mundial de Clubes da Fifa do ano passado, mas o Porto voltou cedo dos Estados Unidos. Anselmi ficou no clube apenas 90 dias. O clube sofreu um transfer ban entre dezembro e fevereiro desde ano por dívidas não pagas.
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O alvinegro precisa reagir na temporada. O time foi eliminado na fase preliminar da Copa Libertadores e ocupa a 17ª posição no Brasileirão, com apenas seis pontos em sete jogos. Com a queda na competição continental, o foco internacional passou a ser a Sul-Americana. Mas o seu problema é no Brasileirão. O novo treinador terá muito trabalho para colocar a casa em ordem.






