O Brasil jogou melhor contra a Croácia do que diante da França. Foram os dois últimos jogos antes da lista do dia 18 de maio da Copa do Mundo. Três jogadores escreveram os seus nomes na relação de Carlo Ancelotti: Luiz Henrique, Endrick e Danilo. Danilo do Botafogo. Luiz Henrique foi um ponta-direita destemido, sem qualquer preocupação com a marcação e refém de sua principal característica: o drible. Danilo engrossou o meio de campo e a reposição rápida, além da qualidade para avançar. Endrick sofreu pênalti e puxou o contra-ataque do terceiro gol.
Não por acaso foi de Danilo o gol do Brasil em um contra-ataque de manual. O Brasil ganhou por 3 a 1, mas o resultado pouco importou. O jogo ruim mostrado diante dos franceses, um rival bem mais forte do que os croatas, diga-se, deu lugar a uma apresentação mais sólida, coletiva e com uma pitada de individualidade. Endrick entrou no segundo tempo, sofreu pênalti e deu um passo importante com destino aos Estados Unidos.

O que deu para tirar dos dois últimos amistosos desta data-Fifa foi uma seleção “aprendendo” a ser mais coletiva e a se posicionar em campo, ora num 4-4-2, mas muitas vezes também num 4-3-3. Ancelotti terá tempo para melhorar tudo isso quando estiver com o elenco primeiramente na Granja Comary, em Teresópolis, e depois nos dias ou semanas antes da estreia no dia 13 de junho contra o Marrocos. Aliás, The Football acompanhou nesta terça-feira o amistoso do primeiro rival da seleção brasileira em jogo na França diante do Paraguai, com o repórter Fernando Valeika de Barros.
Boa jogada do gol do Brasil
É preciso destacar a jogada do primeiro gol do Brasil em Orlando. Se ela acontecer em alguns jogos na Copa do Mundo, a equipe terá mais chance de vencer suas partidas. Foi um contra-ataque puxado por Matheus Cunha, que vai fazer o trabalho de armação da seleção no lugar dos meias, como Paquetá, que nem se sabe se estará na lista do treinador italiano. Matheus Cunha é um atacante que joga de meia, mas que chega na área para fazer gols. Foi ele que lançou Vini Jr. na esquerda.
Vini Jr. fez o que se espera dele na jogada: correr com a bola dominada e vencer seus marcadores, que eram dois e depois chegou mais um, no talento. O atacante do Real Madrid foi parar dentro da área, não sem antes “derrubar” dois croatas para mudar a direção da bola e fazer o passe para Danilo na marca do pênalti. Danilo é volante, mas acompanhou a jogada e estava lá para marcar o gol. Ganhou pontos com Ancelotti.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
Portanto, o gol do Brasil saiu de uma jogada coletiva, com jogadores bem posicionados e uma boa dose de talento individual. O Brasil tomou conta do jogo e fez o torcedor ir para o alto na gangorra que ainda é a seleção brasileira antes da Copa. Ancelotti quer melhorar isso. A desconfiança após a derrota para a França deu lugar a um fio de esperança diante da Croácia.
Endrick de novo
O terceiro gol, de Martinelli, também foi de almanaque dele com Endrick. Ancelotti tem confiança de que o time pode render mais. Sua lista está quase completa, como ele mesmo disse nos Estados Unidos. Certamente depois da vitória diante da Croácia, ele preencheu mais duas ou três peças do seu quebra-cabeça, com Danilo, Endrick e Luiz Henrique.





