França e Inglaterra decidem o terceiro lugar da Copa neste sábado em partida que será disputada no Hard Rock Stadium, em Miami. A seleção vencedora receberá uma medalha de bronze e uma premiação em dinheiro de US$ 29 milhões (R$ 161 milhões), enquanto o quarto colocado terminará com US$ 27 milhões. Será também uma oportunidade para o meia-atacante francês Kylian Mbappé brigar pela artilharia da competição. O Brasil já disputou 23 Copas do Mundo e disputou a decisão de terceiro lugar em quatro oportunidades vencendo duas vezes.
A primeira foi na Copa de 1938, disputada na França. Naquela ocasião, a seleção do zagueiro Domingos da Guia e do técnico Ademar Pimenta fez uma campanha histórica eliminando Polônia e Tchecoslováquia. Contudo, na semifinal contra a poderosa Itália, o artilheiro Leônidas da Silva se machucou e jogou. Num jogo disputado no Stade Velodrome, na cidade de Marselha, a seleção brasileira foi superada por 2 a 1 para os italianos. Colaussi e Giuseppe Meazza de pênalti marcaram para os europeus e Romeu descontou para os brasileiros.

Na decisão de terceiro lugar, o Brasil jogou contra a Suécia, em Bordeaux, diante de 15 mil espectadores. Com dois gols de Leônidas e mais um de Perácio e outro de Romeu, a seleção venceu por 4 a 2. Com uma atuação destacada nesta partida e todo Mundial, Leônidas se tornou o artilheiro da competição com sete gols. Conhecido como “o homem de borracha”, o jogador fascinou o mundo com sua habilidade para executar a bicicleta, jogada que o consagrou. Ídolo do Flamengo e do São Paulo, o atacante jogou profissionalmente até os 37 anos.
‘Campeão moral’
Em 1978, o Brasil voltou a atuar numa decisão de terceiro lugar com sucesso. A equipe do técnico Cláudio Coutinho fez uma série de mudanças ao longo da competição disputada na Argentina. O centroavante titular era Reinaldo, do Atlético Mineiro. Mas o jogador do Galo teve problemas físicos e o treinador teve que fazer alterações. A seleção quase foi eliminada na primeira fase, após empatar nos dois primeiros jogos contra Suécia (1 a 1) e Espanha (0 a 0). Mas com a vitória contra a Áustria por 1 a 0, em Mar del Plata, com gol do atacante Roberto Dinamite.

Na segunda fase, a seleção melhorou e foi vencendo seus compromissos no Grupo B. Venceu o Peru por 3 a 0, com dois gols de Dirceu e um de Zico em Mendoza. Depois empatou contra a forte Argentina num jogo histórico por 0 a 0, em que o volante Chicão do São Paulo anulou Mario Kempes da Argentina. No último jogo da chave, o Brasil venceu o bom time da Polônia do atacante Grzegorz Lato por 3 a 1, com dois gols de Roberto Dinamite e um de Nelinho. Com a vitória, os brasileiros empataram em pontos com os argentinos. Contudo, a equipe de Daniel Passarella aplicou uma goleada de 6 a 0 contra o Peru e se classificou para a final contra a Holanda por conta do saldo de gols.
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Para o Brasil restou a decisão contra a Itália, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires. A Azzura entrou melhor em campo e abriu o placar com o atacante Franco Causio de cabeça após um passe preciso de Paolo Rossi. No segundo tempo, Cláudio Coutinho colocou o veterano Rivellino em campo. Nelinho empatou com um bonito chute de fora da área e Dirceu aumentou para a seleção sul-americana. Com a vitória por 2 a 1 os brasileiros terminaram o torneio invictos, dizendo-se que a seleção brasileira foi “campeã moral” da competição.





