A CBF vai usar o segundo semestre para encaminhar duas promessas de campanha do presidente Samir Xaud. A primeira delas é dar continuidade à decisão de reduzir os Estaduais do futebol brasileiro, que começam em janeiro, de modo a tirar ao menos cinco rodadas do calendário dos clubes.
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Os dois maiores obstáculos são os regionais do Rio e de São Paulo. O Paulistão, por exemplo, tem 12 datas somente na primeira fase, totalizando 16 rodadas até a decisão. A intenção da CBF é trabalhar com dez ou 11 datas. Isso abre mais brechas para os clubes treinarem e recuperarem fisicamente seus jogadores.
TV e Streaming
Há uma discussão sobre isso entre as federações e as TVs/streamings que compraram os direitos de transmissão em um determinado formato e tamanho e terão de mostrar competições menores. Há um compromisso assinado com os patrocinadores. Isso ainda não está claro. Mas o presidente da CBF impõe que as mudanças já ocorram em 2026, ano de Copa do Mundo.

O segundo projeto a ser encaminhado pela CBF é a formação da liga. Uma liga única, capaz de gerir a parte comercial dos campeonatos nacionais e se sentar com os representantes da Conmebol, por exemplo, para discutir premiações e direitos de transmissão da Libertadores e Copa Sul-americana.
A liga vai ser única
A liga vai tirar das mãos dos clubes as negociações individuais. Os torneios começaram a ser negociados em bloco. Hoje, o futebol brasileiro tem duas ligas divididas e com interesses e premiações distintas. O problema desse formato no Brasil é a eterna discussão sobre a fatia do bolo. Ou seja, quanto cada clube vai receber por ano. Os clubes nunca estão contentes com as suas receitas e sempre cobiçam o valor do vizinho.
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A formação da liga estava esperando a chegada ao Brasil da presidente Leila Pereira, do Palmeiras, e agora aguarda pela diretoria do Flu, único clube brasileiro ainda no Mundial de Clubes da Fifa.
Na fila, o fair play financeiro
Xaud teve apoio da maioria dos clubes em sua eleição como candidato único. Ele se aproximou de Leila Pereira e também espera definir em breve regras claras para um possível fair play financeiro a partir de 2027. A CBF daria uma ou duas temporada para os clubes se adequarem às novas regras. Os mais endividados podem pedir mais tempo. As competições no Brasil e na América do Sul só param agora para atender aos jogos das duas últimas rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo.





