A arbitragem brasileira acaba de entrar em uma nova era, a da profissionalização. E enterra de vez o amadorismo. Nesta terça-feira, dia 27, a CBF detalhou o programa de profissionalização que promete transformar o nível técnico do futebol nacional. Com um orçamento recorde de R$ 195 milhões para o biênio 2026-2027, a entidade selecionou 72 profissionais que formarão o primeiro “grupo de elite do apito” com contrato de trabalho e os benefícios das leis.

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A seleção dos 72 escolhidos foi baseada no desempenho técnico nas temporadas 2024 e 2025. Esses profissionais serão os responsáveis por apitar as 380 partidas do Brasileirão deste ano, que começa nesta quarta-feira, além de duelos decisivos da Copa do Brasil e também da Série B. Os nomes estão assim distribuídos: 20 árbitros centrais de campo, sendo 11 deles pertencentes ao quadro da Fifa; 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR).

CBF decide profissionalizar a arbitragem do futebol brasileiro: árbitros, assistentes e a turma do VAR / CBF

Para garantir e melhorar o nível dos árbitros no futebol brasileiro, a CBF implementou uma regra inédita: a meritocracia severa. Ao fim de cada temporada, os dois árbitros, assistentes e membros do VAR com as piores avaliações serão “rebaixados”, perdendo o contrato profissional. Ou seja: a CBF vai trabalhar em suas principais competições somente com árbitros que passarem nas avaliações. Em contrapartida, os destaques das categorias inferiores, que ainda não fazem parte do grupo, serão promovidos ao time principal da arbitragem. Com o tempo, esse grupo de 72 vai aumentar.

O que disse a CBF

“Trata-se de uma mudança estrutural profunda e necessária, pedida há décadas por todos aqueles que amam o nosso esporte. Uma pauta que estava adormecida aqui na CBF”, afirmou o presidente Samir Xaud.

Os novos contratados terão direito a uma remuneração fixa, acrescida de taxas por jogo e bônus por desempenho. Além do dinheiro no bolso, a CBF oferecerá uma estrutura digna de atletas de alto rendimento, com equipe multidisciplinar de fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. Haverá capacitação em todas as áreas de atuação, com aulas teóricas e análises de desempenho individualizadas.

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Mas uma prática da velha arbitragem será mantida: a geladeira. Apesar do contrato profissional, a CBF ainda poderá afastar árbitros que cometam erros graves para períodos de reciclagem, sem data para voltar.

IA com informações e edição do The Football

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