O futebol, às vezes, é um jogo de estatísticas que mentem bonito. O Mirassol dominou, rondou, pressionou, finalizou dezenove vezes — e não acertou o alvo uma única vez. O Corinthians, em contrapartida, chutou três vezes no alvo. E fez três gols. Uma aula de eficiência. Cirúrgico! Na Neo Química Arena, o time de Dorival Júnior reencontrou algo que há tempos parecia esquecido: a frieza. O placar de 3 a 0 sobre o Mirassol não conta a verdadeira história do jogo, mas revela uma verdade que vale mais do que a posse de bola — no futebol, quem acerta o alvo leva o prêmio.

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O primeiro gol nasceu de um pênalti discutível, desses que o árbitro não marca, mas o VAR insiste em enxergar. Reinaldo tocou em Yuri Alberto na área, o juiz mandou seguir, mas a cabine chamou e decretou a penalidade. Desta vez, Yuri Alberto, que estava marcado pela cavadinha frustrada contra o Flamengo, ficou longe da marca da cal. O capitão Maycon cobrou com segurança, logo aos sete minutos, e abriu o placar. O lance trouxe à memória o que havia acontecido no fim de semana anterior, quando o Corinthians perdeu dois pontos no Beira-Rio por uma revisão do VAR igualmente questionável. É aquela história do velho ditado popular: pau que bate em Chico bate em Francisco.

Donos dos gols do Corinthians na vitória contra o Mirassol em Itaquera: André, Maycon e Yuri Alberto / Corinthians

Depois disso, o roteiro foi meio de agonia para a torcida corintiana. O Mirassol mandava no jogo, girava a bola, procurava espaços. O Corinthians esperava. Até que, aos 27 do segundo tempo, uma triangulação perfeita pela esquerda desmontou a defesa visitante: Vitinho foi à linha de fundo, cruzou para trás e Yuri Alberto, de perna esquerda, ampliou. O 47º gol dele na Arena, justo na noite do seu centésimo jogo.

 Golpe final em Itaquera

Já nos acréscimos, veio o golpe final. Em outro contra-ataque, Yuri recebeu no meio e serviu o garoto André dentro da área. De frente para o goleiro, o cria do terrão teve calma de veterano: ajeitou e tocou no canto. Três chutes, três gols. Um manual de eficiência. A vitória encerra uma sequência amarga de sete partidas sem vencer em casa e devolve renova as esperanças do Corinthians — e dá novo fôlego ao trabalho de Dorival, que, enfim, pode falar de futuro sem precisar olhar para o abismo da zona de rebaixamento.

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Para completar a noite de boas notícias, Memphis Depay voltou a campo depois de longa ausência. Jogou poucos minutos, mas bastou para o torcedor perceber que há uma fagulha nova no ar. O Corinthians ainda não encanta, mas começa a funcionar — e num campeonato longo, isso costuma valer mais do que qualquer lampejo.

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