Erling ‘Cometa’ Haaland, de 25 anos, chegou para disputar sua primeira Copa do Mundo como um dos jogadores mais badalados da competição. Foi fácil entender por que a sua presença no Mundial gerou tanta expectativa. Em menos de 45 minutos, o camisa 9 marcou dois gols contra um do Iraque. Na etapa final, o atacante e seus companheiros seguiram no modo “quero mais” e transformaram a vitória em goleada: 4 a 1, no Gillette Stadium, em Foxborough, nos Estados Unidos.
A Noruega mostrou autoridade no Grupo I e lidera empatado com a França, que venceu Senegal por 3 a 1, com dois gols de Mbappé. No desempate, os noruegueses levam vantagem por ter feito mais gols. Na próxima rodada, dia 22, a França encara o Iraque, e os noruegueses enfrentam Senegal.

Haaland é impiedoso
A Noruega foi letal nos momentos em que conseguiu acelerar perto da área. Haaland abriu o placar aos 29 minutos, aparecendo como centroavante puro para completar, quase em cima da linha, a jogada e transformar a superioridade técnica norueguesa em vantagem. O Iraque reagiu com personalidade e empatou com Aymen Hussein, em uma cabeçada bem executada, dando ao jogo um tom de resistência e emoção.
Mas, pouco antes do intervalo, veio o lance que mudou de novo a partida: a defesa iraquiana errou na saída, Haaland farejou a falha, atacou o espaço e marcou o segundo dele, aos 43, recolocando a Noruega na frente por 2 a 1 antes do descanso
A Noruega foi para o intervalo vencendo por 2 a 1, mas ainda sem tranquilidade. O Iraque havia mostrado coragem, encontrou espaços e teve momentos de pressão. O jogo não foi um passeio desde o início. Foi, antes, uma partida em que a diferença apareceu na eficiência. O Iraque precisou construir muito para ameaçar. Os noruegueses precisaram de pouco para ferir.
Haaland também dá assistência
No segundo tempo, o time de Solbakken administrou melhor o cenário. A entrada de Ostigard reforçou a bola aérea e, aos 31 minutos, o zagueiro ampliou de cabeça após cobrança de escanteio de Odegaard. Foi a terceira finalização certa ao gol iraquiano. O quarto gol, já no fim, teve Haaland no papel de ‘garçom’. Foi dele o cabeceio que terminou no gol contra de Aymen Hussein, aos 51 minutos. O placar deu à vitória a dimensão que a Noruega buscava: não apenas vencer, mas vencer bem. Em um grupo com França e Senegal, o saldo de gols pode pesar. E começar com três pontos e margem confortável é um luxo que nem todos os favoritos conseguiram nesta primeira rodada.
Haaland é o mesmo de sempre
A estreia de Haaland, porém, vai além dos números. Porque havia uma pergunta rondando sua carreira internacional: como seria o maior goleador norueguês de sua geração quando finalmente pisasse em uma Copa do Mundo? A resposta veio sem firula. Não houve necessidade de performance estética, dribles ou domínio narrativo absoluto. Houve gols. E, para Haaland, isso sempre foi linguagem suficiente.
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O ‘Cometa’ é o motivo pelo qual a estreia da Noruega deixou de ser apenas a volta de uma seleção depois de 28 anos e virou um capítulo de estrela. A seleção norueguesa ainda terá testes mais duros. Senegal e França vão exigir mais controle, mais defesa e repertório. Contra adversários desse nível, depender apenas da letalidade ofensiva de Haaland pode não bastar. Mas a estreia mostrou o essencial: a Noruega tem um jogador capaz de mudar a temperatura de qualquer jogo. Na primeira Copa de sua vida, Haaland não pediu licença. Chegou como cometa. E deixou rastro.

Briga de artilheiros
Até aqui, a Copa de 2026 já formou um primeiro pelotão de goleadores em dose dupla: Folarin Balogun abriu a lista com dois gols na goleada dos Estados Unidos sobre o Paraguai; Yasin Ayari foi o nome da Suécia na vitória por 5 a 1 sobre a Tunísia, com dois chutes de impacto e peso simbólico por sua origem familiar tunisiana; Kai Havertz também entrou na briga ao marcar duas vezes no 7 a 1 da Alemanha sobre Curaçao; Kylian Mbappé respondeu com autoridade na estreia da França, fazendo dois contra Senegal e ampliando sua história em Copas; e Erling Haaland, enfim apresentado ao Mundial, estreou com dois gols pela Noruega contra o Iraque, transformando sua primeira noite de Copa em exatamente aquilo que se esperava dele: presença de área, frieza e poder de decisão.





