A lista de 26 jogadores convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para representar o Brasil na Copa do Mundo de 2026 aponta para uma considerável guinada em relação à primeira lista de atletas elaborada pelo técnico italiano. Foi em maio de 2025, quando ele comandou a seleção pela primeira vez para os jogos contra Equador e Paraguai.
As mudanças começam pelos goleiros. Para montar a sua equipe para as rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas, além de Alisson, do Liverpool, Ancelotti apostou também nos nomes de Bento, do Al Nassr, da Arábia Saudita, e de Hugo Souza, do Corinthians. Os dois últimos até tiveram oportunidades na seleção, mas na “hora H” foram preteridos por Ederson, do Fenerbahce, da Turquia – que passou a ser considerado o substituto imediato de Alisson –, e pelo veterano Weverton, do Grêmio, ex-Palmeiras. São os mesmos goleiros da Copa passada.

Weverton nunca havia sido lembrado pelo técnico ao longo dos últimos doze meses. “Eu não preciso testar o Weverton para conhecer o nível dele”, disse Ancelotti após as escolhas. Em outras palavras: nesta posição, pesou a experiência.
Mudanças e mais mudanças
No setor defensivo também houve alterações significativas em relação à convocação de um ano atrás. Entre os primeiros relacionados estavam Alexsandro Ribeiro, do Lille, Lucas Beraldo, do Paris Saint-Germain, Vanderson, do Monaco, e Carlos Augusto, da Internazionale de Milão. Todos eles foram chamados para os dois primeiros jogos sob o comando de Ancelotti, mas, em junho e julho próximos, assistirão ao Mundial pela televisão, enquanto Ibañez, Brenner e Douglas Santos conquistaram seus lugares.
Uma situação semelhante valerá para os meias Andreas Pereira, do Palmeiras, Ederson, do Atalanta, e Gerson, do Cruzeiro, que perderam espaço para Lucas Paquetá, do Flamengo, e Danilo, do Botafogo. E também entre os atacantes Antony, do Betis, e Richarlison, do Tottenham, que fazem parte do time dos “esquecidos”.
‘Não sou um mago, mas um trabalhador’
Claro que o treinador teve de se adaptar às situações inesperadas – e indesejadas – , como as lesões dos atacantes Rodrygo e Estêvão, e do polivalente defensor Éder Militão. Certamente, o trio estaria na lista de jogadores para a próxima Copa do Mundo. Também é certo que nomes como João Pedro e Richarlison, que pareciam garantidos no Mundial, perderam pontos preciosos devido à fase ruim que atravessam, juntamente com os seus respectivos clubes, Chelsea e Tottenham.
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Polêmicas à parte, Ancelotti mostrou-se confiante nas escolhas que fez. “Graças ao trabalho feito pela comissão técnica, tive todas as informações para elaborar uma lista com poucos erros“, disse, no auditório do Museu do Amanhã, onde concedeu a sua primeira entrevista após divulgar seus 26 convocados para o Mundial de 2026. “Não sou um mago, mas um trabalhador. Tenho confiança neste grupo. Pode ser que não seja perfeito, mas não há time perfeito. Acredito que esta é uma equipe competitiva.” O Brasil encara na fase de grupos da Copa três adversários teoricamente inferiores: Marrocos, Haiti e Escócia.





