Por Matheus Trunk
O São Paulo estava prestes a conseguir uma vitória arrebatadora. Mas acabou sendo um empate com gosto de derrota. Após liderar o placar durante grande parte do clássico com o Corinthians, o Tricolor sofreu um gol de Breno Bidon aos 44 minutos do segundo tempo. O resultado fez os torcedores são-paulinos questionarem as opções de Crespo em Itaquera.
Bastante cauteloso, o técnico argentino formou a equipe de maneira defensiva. Uma linha de quatro marcadores e três volantes. Os destaques foram Danielzinho e Marcos Antônio. O goleiro Rafael também salvou a meta em diversos lances. Crespo explicou que o gol no fim causou consternação no grupo. “Faltou pouco, realmente pouco. Acho que o time era perfeito, preciso, estava bem”. Mesmo assim, o técnico defendeu que seus atletas mereciam um resultado positivo. “Acho que a gente mereceu, não aconteceu, mas está bem”.

Crespo comentou o momento político do clube. Não é bom. O presidente Julio Casares foi afastado pelo Conselho Deliberativo na sexta-feira. “A cada três dias eu falo tudo outra vez”, disse o técnico, brincando. Veja os principais trechos da entrevista.
Momento político do clube
“Ganhou a democracia. Simples assim. O São Paulo está unido, está forte. A ideia é estar todos alinhados. Como falei: ganhou a democracia. Agora, é o momento de continuar assim, de construir e estar alinhado.”
Empate contra o Corinthians
“Contente, muito contente pelo time. Mas raiva também… faltou pouco, realmente pouco. Acho que o time era perfeito, preciso, estava bem. Estava compacto e não é fácil jogar esse tipo de jogo neste momento na temporada. Se bem que é um empate na Neo Química (Arena, casa do Corinthians)… mas faltou pouco. Estou contente com o time, pela intensidade, atitude, por tudo que o time demonstrou.”
Linha de quatro
“É o momento que devemos tentar outra coisa, a coisa mais importante é que os jogadores estejam confortáveis dentro do campo. Gostei. Não é fácil jogar aqui. Faltou essa parte final que pode acontecer, faltou ter um pouco de pernas, mas está bem.”

União do elenco
“Neste tipo de jogo, a gente demonstra que está unido, que acredita, luta e briga. Depois, os resultados vêm mais rápido. Mas a linha, o caminho, tudo vem mais fácil. Acho que no momento, a diretoria tem de criar credibilidade. A gente tem só que continuar. Continuar a estar unidos, alinhados, focados naquilo que temos de fazer. Sabendo que precisamos também movimentar o mercado. Numericamente, somos poucos para enfrentar toda a temporada.”
Alisson no Corinthians
“Eu confio nos meus jogadores. Se o Alisson tem a possibilidade de sair, vou ficar contente, não tem problema. Se ele não está contente, nós vamos ajudar. A gente ajudou o Jandrei (goleiro que foi emprestado ao Juventude). No São Paulo você precisa estar bem. Se não tiver com a cabeça dentro do São Paulo, a ideia é ajudar a sair. Para ir para Corinthians, não é problema meu. É uma escolha dele. Eventualmente, acho que do Corinthians não preciso de ninguém.”
Temporada
“Quinze dias e parece que estamos aqui há três meses. Em quinze dias, jogamos três jogos, pegamos avião, mudamos de presidente, treinamos em Cotia, na Barra Funda… Ganhamos, perdemos, empatamos. Tudo em quinze dias. A meta é colocar o carro na pista, dar possibilidade à aquele que volta de lesão, criar confiança, dar minutagem.
Esquema tático
“Vocês me conhecem somente jogando com três zagueiros. E talvez conheçam a mais famosa com Defensa y Justicia, quando a gente ganhou a Sul-Americana jogando também com três zagueiros. A gente jogava no Catar, no Al-Ain, com quatro. Acho que a identidade não passa por jogar com três ou quatro zagueiros. A coisa mais importante é que os jogadores estejam confortáveis dentro do jogo. A coisa mais importante é colocar cada peça no lugar para performar melhor.”
SIGA THE FOOTBALL
Instagram
Facebook
Linkedin
TikTok
Facebook
Lucas
“Ele merece a minha paciência. Falo igual como Calleri. Eles merecem minha paciência. É preciso esperar para que todo mundo veja o verdadeiro Calleri e Lucas Moura. Tem de ter paciência… ele está bem, o importante é que não tem dor. Com calma, precisa de minutagem. Que fique tranquilo porque tem a confiança de toda a comissão, tem a confiança de todo o grupo, porque sabemos que é diferenciado. Sabemos que Lucas é diferenciado, sabemos que Calleri é diferenciado… Então, temos de acompanhar e ajudar.”





