Lembra-se daquele ditado que diz que o futebol é uma caixinha de surpresas? Cerca de 41 milhões de marroquinos, em seu país e espalhados pelo mundo, sentiram isso na pele. No último lance de jogo, aos nove minutos de tempo adicional, na segunda etapa, o árbitro da partida, o congolês Jean-Jacques Ndala foi alertado pela equipe do VAR, sobre um empurra-empurra entre o atacante Brahim Díaz e o zagueiro El Hadji Malick Diouf, dentro da área – e marcou um pênalti discutível para a seleção do Marrocos. O jogo estava empatado sem gols.
Jogador do Real Madrid, considerado um dos craques do time e artilheiro do torneio (com cinco gols), Díaz tinha a bola do título no seu pé direito, diante de sua torcida, em um ambiente tenso, ainda mais após quase todos jogadores da seleção de Senegal abandonarem o campo e voltarem, praticamente, puxados por Sadio Mané, o capitão do time. No entanto, o marroquino fracassou ao tentar uma cavadinha – e mandar a bola nas mãos do goleiro Édouard Mendy, que nem precisou se mexer para defender o chute fraco.

Esse protesto não ficará assim. A Fifa não perdoa times ou seleções que abandonam o campo de jogo por qualquer motivo. O presidente Gianni Infantino já pediu punição ao time de Senegal, que está na Copa do Mundo e pode perder partidas da competição. A Fifa vai dar o exemplo.
Senegal ganha de Marrocos
Logo aos 3 minutos da prorrogação, veio o castigo definitivo para os anfitriões: a cerca de 35 metros da meta do Marrocos, o meia Pape Gueye acertou uma bomba de pé esquerdo, sem chance para o goleiro Bounou. Se até aquela altura Senegal era o time mais perigoso em campo – tinha mais posse de bola e criou chances de gol perigosas, a zebra passou a ser uma questão de tempo. Depois de sofrerem o gol, os marroquinos eram uma equipe corajosa, mas sem organização.
SIGA THE FOOTBALL
Instagram
Facebook
Linkedin
TikTok
Facebook
Ainda tiveram uma bola no travessão, após um chute de Aguerd, com Mendy batido. Porém, a reação dos donos da casa ficou nisso. Substituído aos oito minutos da prorrogação por Walid Regragui, o técnico marroquino, pouco depois de os dois discutirem. Brahim Diaz, certamente, demorará um bocado para esquecer que teve a bola que poderia ter tirado a seleção do Marrocos de uma fila de cinquenta anos sem título continental e o transformado em um herói nacional no seu país. As próximas semanas prometem ser turbulentas para o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026.





