O Crystal Palace confirmou o favoritismo e conquistou a Conference League. O 1 a 0 bastou sobre o espanhol Rayo Vallecano, nesta quarta-feira, em Leipzig, na Alemanha. Com gol do atacante francês Jean-Philippe Mateta, no início do segundo tempo, o clube do sul de Londres é campeão pela terceira vez em um roteiro que, há pouco mais de um ano, pareceria improvável até para o torcedor mais otimista de Selhurst Park.
É a primeira grande conquista europeia do Crystal Palace, resolvida em uma final apertada. A partida foi tensa, fechada, com o Rayo tentando resistir à condição de azarão e o Palace impondo, aos poucos, a força de quem chegou à final como favorito. O gol nasceu depois de finalização de Adam Wharton e rebote aproveitado por Mateta. Bastou. Para o Palace, bastou para erguer a Europa.

Para o Rayo Vallecano, do atacante brasileiro Alemão, foi o detalhe que separou a maior noite de sua história de uma despedida em lágrimas. A cobertura internacional registrou o contraste do apito final: festa inglesa de um lado, choro de jogadores e torcedores espanhóis do outro. A dor merece respeito. O clube de Vallecas entrou na decisão como intruso romântico de uma Europa cada vez mais controlada por orçamentos, elencos profundos e mercados ricos. Chegou onde quase ninguém esperava, carregou a identidade de bairro até o centro do continente, mas não conseguiu derrubar o favorito.
Crystal Palace empilha taças
Entretanto, a noite pertenceu ao Crystal Palace, em uma transformação rara. Em 17 de maio de 2025, o clube havia vencido o Manchester City por 1 a 0 na final da Copa da Inglaterra, e conquistado o primeiro grande troféu de sua história. No início da temporada 2025/2026, três meses, no dia 10 de agosto, bateu o Liverpool nos pênaltis pela Supercopa da Inglaterra, ambos duelos no Estádio de Wembley em Wembley.
Agora, ergueu a Conference League. Em pouco mais de um ano, o Palace saiu da prateleira dos clubes simpáticos, tradicionais e periféricos da elite inglesa para a condição de campeão de três taças.
E a Inglaterra, por consequência, ganhou mais do que um título. Ganhou a segunda parte de uma possível temporada perfeita no continente. Uma semana antes, o Aston Villa havia vencido o Freiburg por 3 a 0, em Istambul, na Turquia, com gols de Youri Tielemans, Emiliano Buendía e Morgan Rogers, e conquistou sua primeira Liga Europa.
Agora, falta o Arsenal
A final da Liga dos Campeões contra o Paris Saint-Germain, neste sábado, em Budapeste, deixa de ser apenas o sonho particular dos Gunners. Virou a última fronteira de uma temporada que pode colocar a Inglaterra em um patamar inédito na era das três competições europeias atuais: Liga dos Campeões, Liga Europa e a Conference League. O o Arsenal, vice em 2006, busca entrar pela primeira vez no grupo dos campeões europeus, enquanto o PSG tenta defender o título conquistado na temporada anterior.
Se vencer, o Arsenal não encerra apenas uma obsessão própria. É a consagração do futebol inglês, afinal nunca um país venceu, na mesma temporada, Champions, Europa League e Conference. O paralelo histórico mais forte remete à Itália de 1989/90, quando Milan, Sampdoria e Juventus conquistaram, respectivamente, a antiga Copa dos Campeões, a Recopa Europeia e a Copa da Uefa.

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A Conference League também reforça essa leitura. Com o título do Palace, a Inglaterra passa a ter três campeões diferentes da competição: West Ham, Chelsea e Crystal Palace. A lista oficial mostra os três ingleses ao lado de Roma e Olympiacos, todos com uma conquista cada. Isso significa que, em cinco edições, clubes ingleses venceram três vezes — e agora em sequência, depois do título do Chelsea na temporada anterior e da conquista do Palace nesta final.





