A vitória de virada sobre o Macará deixou Cuca satisfeito não apenas pelo resultado, mas principalmente pela resposta do Santos depois de sair atrás logo no início da partida. Na avaliação do treinador, o time conseguiu recuperar o controle do jogo, suportou um confronto físico, criou volume suficiente para construir um placar até mais confortável e teve em Neymar uma de suas principais referências. O camisa 10 recebeu elogios enfáticos de Cuca. Em uma partida marcada pelo excesso de faltas do adversário e pela dificuldade para encontrar espaços, o jogador participou da construção das principais jogadas ofensivas e também se envolveu na disputa sem a bola.

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“Neymar jogou muito bem a partida, muito truncada. Adversário fez 21 faltas, praticamente três vezes mais. Ele é o nosso principal jogador e é visado. Buscou o jogo, acelerou, finalizou e teve duas faltas que pegou bem, serviu os companheiros. Tiveram dois gols impedidos também. Uma das melhores partidas que fez comigo. Além disso, competiu muito, voltou, recuperou bolas. Foi fundamental para a gente vencer”, afirmou Cuca, que também elogiou a atuação de outro Menino da Vila, Gabigol.

Cuca e seu auxiliar Cuquinha (ao fundo)
O técnico Cuca sai satisfeito com o rendimento de Neymar e Gabigol, as duas maiores estrelas do time do Peixe / Santos FC

Gabigol tira peso das chuteiras

A atuação também ficou marcada pelo centésimo gol de Gabigol com a camisa do Santos. O atacante, segundo o treinador, sentia naturalmente o peso de estar tão perto da marca histórica e conseguiu se livrar dessa pressão justamente em uma noite em que participou bastante do jogo. “Estava incomodando ele também, era uma pressão natural que ele fazia. Faltava um, agora ele fez. Fez uma boa partida, fez dois gols impedidos ali no detalhe. Teve ainda mais duas chances no primeiro tempo. Tomara que ele mantenha assim adiante”, completou o treinador.

Cuca também lamentou que a superioridade santista não tenha produzido uma vantagem maior para a partida de volta. “Poderia ser um resultado maior e nos daria uma tranquilidade maior. Além de jogar na casa do adversário, tem fator altitude e viagem”, analisou Cuca.

Apesar da comemoração, Cuca deixou a Vila Belmiro preocupado com o desgaste físico do elenco. Gabriel Menino e Bontempo deixaram o campo ainda no primeiro tempo e serão avaliados. Segundo o treinador, a situação de Gabriel Menino parece ser mais delicada. “Saímos felizes com o que a equipe produziu, lamentamos sair atrás no início, ter que remontar tudo. Tivemos uma aptidão maior do que no último jogo, vencemos muitos duelos de primeira e segunda bola, jogo muito físico, por isso perdemos dois jogadores ainda no primeiro tempo”, lamentou.

Cuca e Gabigol
Gabigol beija o gramado da Vila Belmiro após conseguir marcar o seu centésimo gol como jogador santista / Santos FC

Mistão no Equador

O calendário, aliás, tornou-se outra preocupação imediata. O Santos enfrenta o Vasco no domingo e, posteriormente, encara uma viagem desgastante até o Equador. Diante desse cenário, Cuca praticamente confirmou que haverá mudanças na equipe. “Se você não rodar, não vai aguentar. Não vai aguentar jogar nessa intensidade e físico de hoje. Se sentir que o jogador não está 100%, vamos rodar, outros que estão em condição física melhor vão jogar”, disse.

Para o treinador, preservar peças não significa escolher competição. Significa tentar sobreviver em todas. “Não podemos abrir mão de qualquer competição, mas temos que ser responsáveis para não perder mais jogadores”, ponderou Cuca.

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A vitória, portanto, serviu para muito mais do que abrir vantagem no confronto. Deu confiança, celebrou uma marca histórica de Gabigol, confirmou a importância de Neymar e, ao mesmo tempo, colocou diante de Cuca um problema inevitável: administrar um elenco exigido no limite justamente no momento em que o Santos tenta continuar vivo em todas as frentes.

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