O Corinthians entrou em campo na Neo Química Arena ainda com o gosto do champanhe da Supercopa Rei e os olhos já voltados para o duelo mais importante do futebol paulista: o dérbi de domingo. Entre a ressaca da conquista e a ansiedade pelo novo confronto com o arqui-inimigo Palmeiras, o jogo contra o Capivariano tinha importância relativa — embora matemática e estrategicamente necessária. Vencer significava chegar aos 11 pontos e praticamente carimbar a vaga no mata-mata do Paulistão. Missão cumprida, com autoridade e assinatura dos meninos da base.

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Dorival Júnior não hesitou. Tratou o jogo como o contexto pedia: poupou todos os titulares, com exceção de Garro, ainda em busca do melhor condicionamento físico neste início de temporada, e mandou a campo um Corinthians alternativo, jovem, descompromissado com o peso da obrigação, mas atento à oportunidade. Os meninos do Terrão entenderam o recado e transformaram uma noite protocolar em festa, com atuações marcantes de Dieguinho, Gui Negão e Kayke, autores dos gols do 3 a 0.

Corinthians venceu por 3 a 0, com gols de Dieguinho, Gui Negão e Kayke, crias da base / Corinthians

Domínio e estratégia 

O Capivariano, por sua vez, também deixou claro desde o apito inicial qual era o seu plano. Assumiu a inferioridade técnica, armou-se para resistir e apostou na esperança de um empate heroico. O problema é que o Corinthians, mesmo descaracterizado, não entrou em modo econômico. Começou o jogo com intensidade alta, pressão no campo ofensivo e volume suficiente para resolver cedo. Entre os 7 e os 11 minutos, criou cinco chances claras de gol. A bola, caprichosa, insistiu em não entrar.

Até então, o destaque era Kaio César, incisivo pelo lado direito, levando vantagem nos duelos e dando profundidade ao ataque. Um lance infeliz interrompeu sua boa atuação: contusão, substituição e, com ela, uma queda perceptível de intensidade. O Corinthians passou a controlar menos o ritmo e levou um susto no fim do primeiro tempo, quando o Capivariano chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado pelo VAR.

Selfie ao final do jogo com os jogadores da base que marcaram os gols da vitória do alvinegro / Corinthians

A eficiência da base 

No segundo tempo, o Corinthians voltou a ser dono do jogo. Retomou a postura agressiva, impôs sua superioridade técnica com naturalidade e encontrou espaços com mais frequência. A base, quando tem campo e confiança, costuma responder. Aos 7 minutos, Dieguinho abriu o placar ao concluir com estilo uma bela infiltração de Matheus Bidu. Aos 19, o mesmo Dieguinho mostrou visão e precisão ao lançar Gui Negão, que subiu entre os zagueiros para marcar de cabeça. Aos 33, Kayke coroou a noite com um golaço, um chute de fora da área, seco, indefensável para Guilherme Nogueira.

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Com o resultado definido, Dorival administrou o elenco, fez o jogo caminhar até o fim sem sobressaltos e ainda colocou Memphis Depay em campo para ganhar ritmo. Porque, no fundo, tudo naquela noite orbitava em torno do que vem pela frente. O Corinthians fez o que precisava ser feito, preservou quem precisava preservar e ainda saiu fortalecido por aquilo que mais empolga o torcedor: a certeza de que o Terrão segue produzindo respostas. Terrão era onde os garotos da base eram formados no clube.

A festa da Supercopa ficou para trás. O Paulistão segue sob controle. Agora, o supercampeão do Brasil ajusta o foco. Dérbi não se joga, se ganha. E a torcida deixou seu recado nas palavras de ordem ao final da partida: “Domingo é guerra!”

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