Ando pegando muito no pé de Neymar. Não entra na minha cabeça um jogador querer disputar uma Copa do Mundo e não ter feito uma única partida no mesmo ano da competição. O que foi dito quando ele operou o menisco do joelho esquerdo em dezembro de 2025 foi que precisaria de quatro semanas para voltar. A medicina não é uma equação matemática, mas alguém errou na conta. Mas quero dizer que concordo 100% com Neymar quando ele diz que o gramado do estádio do Athletico Paranaense, onde o Santos perdeu por 2 a 1 nesta quinta, é um pasto. Pasto é uma definição minha.

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Neymar escreveu nas redes sociais que era impossível jogar futebol naquele campo de grama artificial. Ele estava em sua casa. Portanto, é pior do que um pasto. Porque inventamos o campo de grama de plástico ruim. Uma nova modalidade.

Neymar continua o seu trabalho de transição para jogar nesta temporada após operar o menisco / Santos

Temos então no Brasil quatro modalidades de piso nos estádios: o de grama natural bom e o de grama natural ruim, assim como o de grama artificial bom e o de grama artificial ruim. Ou seja, que presta mesmo, temos apenas um piso. Pioramos o que era discutível. O futebol brasileiro já tem de suportar os dois tipos de campos e agora tem de se virar também para jogar em pisos não naturais péssimos. Andamos para trás.

CBF e clubes

Sempre entendo que o problema de estrutura do futebol tem dois pais, ou um pai e uma mãe: CBF e clubes. A entidade que comanda o futebol brasileiro, atualmente na voz do presidente Samir Xaud, tem a obrigação de exigir gramados minimamente aceitáveis para a prática do futebol. Os clubes responsáveis por essas arenas têm o dever de cuidar dos campos. Se um estádio não oferecer condições adequadas de jogo uma semana antes da realização da partida, ele tem de mandar o jogo em outro lugar, com a prerrogativa de escolher uma nova arena ou entregar a decisão para a própria CBF.

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Perceba que não estou entrando no mérito da discussão do campo natural e do campo artificial. Para mim, grama deve ser grama. A CBF e os clubes devem resolver isso também, mesmo em detrimento de alimentar outros eventos em suas respectivas arenas. O futebol deve estar acima para aqueles que jogam futebol. Há muitas tecnologias capazes de sustentar arenas multiúsos e gramados naturais. Que se invista então nesses processos e mecanismos. O futebol já paga muitos preços e não pode pagar mais esse.

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