A história do empate por 1 a 1 entre Botafogo e Corinthians, neste sábado à noite no Nilton Santos, precisa ser contada em dois atos. O primeiro, um retrato fiel da desorganização, da fragilidade técnica e da apatia de um time reserva que não se sustenta nem contra adversários medianos — quanto mais diante de um Botafogo, que, em casa, sobrou. O segundo tempo, no entanto, virou a página e deu contornos de esperança: com os titulares em campo, o Corinthians, enfim, reagiu, jogou bola e por pouco não saiu do Rio com uma virada improvável.
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A lição é óbvia. A diferença de rendimento entre os dois tempos escancara que o elenco do Corinthians tem um abismo de qualidade entre titulares e reservas. E a dupla que mudou tudo tem nome e sobrenome: Depay e Yuri Alberto. Ao lado de Bidon e Matheuzinho, eles organizaram o time, imprimiram intensidade, coragem e presença ofensiva. O gol de empate — marcado por Depay, que não comemorou, visivelmente incomodado com a sequência de polêmicas extracampo — coroou a mudança de postura e salvou o time de um vexame.

A decisão de Dorival Júnior de escalar uma equipe quase inteira reserva até se justifica: na quarta-feira, há um clássico decisivo com o Palmeiras pela Copa do Brasil. O desgaste físico dos principais jogadores precisa ser gerenciado. Mas o preço da escolha quase foi alto demais. O primeiro tempo foi um passeio do Botafogo, que poderia ter resolvido a partida antes do intervalo. O Corinthians entrou vulnerável, perdido, sem meio de campo, sem profundidade e sem qualquer articulação.
Dorival corrigiu o erro
Dorival corrigiu o erro a tempo — e isso também precisa ser dito. Voltou com quatro titulares e o jogo virou. A dúvida que fica é por que arriscar tanto para aprender o que já se sabe? O time titular, com seus problemas, ainda é muito superior à maioria dos adversários do país. E o reserva, infelizmente, não compete.
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O empate, no fim das contas, vale mais do que o ponto conquistado. Vale como injeção de confiança. O Corinthians reagiu, foi competitivo, teve brilho em momentos decisivos. Se o confronto com o Palmeiras é um teste de fogo, esse segundo tempo contra o Botafogo mostrou que ainda há combustível. A dúvida é se Dorival vai saber acender o motor certo desde o início.




