Era para ser uma celebração, um jogo protocolar, quase um amistoso. Com a vaga praticamente assegurada e a liderança do grupo bem encaminhada, o Palmeiras entrou em campo no Hard Rock Stadium, em Miami, para enfrentar o Inter Miami num jogo que parecia, à primeira vista, válido só para definir quem seria primeiro ou segundo colocado. Mas o futebol, esse roteirista imprevisível, decidiu transformar o que seria uma noite tranquila em um drama.

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Por muito pouco, o torcedor palmeirense não viu sua equipe dar adeus ao Mundial ainda na fase de grupo. Sim, o time de Abel Ferreira esteve perto do desastre. Chegou a estar perdendo por 2 a 0, jogando mal, desorganizado, disperso — e dependia de que o Porto não vencesse o Al Ahly por um gol de diferença para seguir vivo. A corda apertava no pescoço.

Gómez teve muito trabalho com o ataque do Inter Miami, de Messi, que abriu 2 a 0 antes de ceder o empate / Palmeiras

Mas os deuses do futebol, que às vezes cochilam, desta vez estavam atentos. E o que parecia uma noite de queda precoce virou mais uma dessas jornadas que consolidam o espírito resiliente deste Palmeiras da era Abel. Com mudanças certeiras no segundo tempo — e sim, é justo dizer que o treinador corrigiu as próprias falhas —, o time foi buscar o empate. Primeiro com Paulinho e depois com Maurício, dois reservas que entraram e mudaram a história da partida.

Palmeiras x Botafogo

O 2 a 2 foi um alívio. Alívio que virou celebração quando veio a confirmação: Porto e Al-Ahly empataram num inacreditável 4 a 4 no MetLife Stadium, em New Jersey. O Palmeiras não só passou, como passou em primeiro do grupo. Agora, encara o Botafogo nas oitavas. O Inter Miami, vice-líder, terá pela frente o Paris Saint-Germain. O mundo dá voltas.

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Ainda assim, o empate desta noite deixou um aviso claro: o Mundial entrou na sua fase decisiva, e qualquer vacilo, daqui pra frente, será fatal. Não há mais margem para erro. O Palmeiras terá de jogar mais, muito mais, se quiser seguir sonhando com o título. O que se viu nesta segunda-feira, sobretudo no primeiro tempo, foi um time desligado, disperso, mal escalado e com jogadores-chave muito abaixo do que podem render.

É preciso jogar mais e melhor

É preciso jogar com a mesma concentração do primeiro ao último minuto. Com entrega, com seriedade e fome de conquista. Não se pode deixar o destino fazer tanto esforço para salvar o time de novo. O Palmeiras está vivo. Mas agora não dá mais para contar só com a sorte e os desejos dos deuses do futebol.

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