Em sua quarta Copa do Mundo, o Egito fez história. A seleção africana se classificou pela primeira vez para a segunda fase da competição e quase eliminou a poderosa Argentina nesta terça-feira. Os egípcios abriram 2 a 0 contra a atual campeã mundial com gols de Yasser Ibrahim e Mostafa Ziko. “Os faraós” estavam vencendo com vantagem de dois gols até o fim do segundo tempo. Naquele momento, o time sul-americano reagiu com gols de Cristian Romero, Lionel Messi e Enzo Fernández nos acréscimos. A partida histórica disputada no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, chamou a atenção do mundo.
Mesmo com a derrota, o presidente egípcio Abdel Fattah El-Sissi fez questão de parabenizar os jogadores. Usando uma rede social, o político agradeceu ao esforço do time. “Obrigado à seleção nacional de futebol pelo honroso desempenho, alcançando uma conquista sem precedentes na história do futebol egípcio. Estamos orgulhosos de vocês e da sua conquista, e o futuro é melhor para você, se Deus quiser”, escreveu ele.

O Egito fechou a Copa do Mundo com uma vitória, três empates e uma derrota. Segundo colocado do Grupo G, a equipe eliminou a Austrália nos pênaltis na fase 16 avos após o empate de 1 a 1. O atacante e capitão Mohamed Salah foi o grande líder da equipe. Ao marcar um gol contra a Nova Zelândia, ele se tornou o maior artilheiro isolado da equipe árabe em Copas, com três gols no retrospecto histórico. Mesmo com problemas físicos, liderou o time até as oitavas.
Primeira fase excelente
Na última Copa Africana de Nações, os Faraós fizeram boa campanha e só foram eliminados na semifinal pelo Senegal. Nas Eliminatórias Africanas, fez uma campanha praticamente perfeita e ficou invicto num grupo contra Burkina Faso, Djibuti, Etiópia, Guiné-Bissau e Serra Leoa. Os números foram excelentes: 20 gols em dez jogos. Com a classificação, o time do técnico Hossam Hassan utilizou jogadores da liga egípcia. Dos 26 convocados, dezesseis atuam em equipes locais, como o Al-Ahly, Zamalek e Pyramids.

A estreia no Mundial foi contra o bom time da Bélgica, do goleiro Courtois, do meia Kevin De Bruyne e do atacante Lukaku. Mas o time egípcio não se intimidou na partida disputada no Lumen Field, em Seattle. O meio-campista Emam Ashour abriu o placar num chutaço de fora da área. No segundo tempo, os belgas se lançaram mais ao ataque e acabaram empatando. Na segunda rodada, a Nova Zelândia não foi um adversário fácil e tirou o zero do placar com o zagueiro Finn Surman.

Mas o Egito mostrou poder de reação na segunda etapa na partida disputada no BC Place, em Vancouver, no Canadá. Após um cruzamento da direita, o atacante Mostafa Ziko subiu e cabeceou forte sem chance para o goleiro Max Crocombe. Oito minutos depois, Mohamed Salah aproveitou de uma tabela feita na área adversária e finalizou no canto inferior. Foi o mesmo camisa 10 que cobrou um escanteio que Trezeguet cabeceou e marcou o terceiro gol dos egípcios. Placar final: 3 a 1. O resultado foi fundamental para a classificação da seleção árabe.

Na terceira rodada do grupo, os Faraós jogaram contra o Irã no Lumen Field, em Seattle. Foi uma partida dramática. Logo no início, o atacante Mahmoud Saber aproveitou uma falha do goleiro e abriu o placar. Os iranianos tiveram a chance de empatar com um pênalti sofrido por Mehdi Taremi, mas o atacante parou na defesa do goleiro Mostafa Shobeir. Mas o lateral Ramin Rezaeian chegou a empatar para o Irã após pegar rebote na área. Nos minutos finais, o time asiático pressionou e teve um gol anulado no VAR. O empate em 1 a 1 classificou o Egito e eliminou o adversário.
Classificação nos pênaltis
Segundo colocado do Grupo G, o Egito se classificou para enfrentar a Austrália, segundo do Grupo D. O time africano abriu o marcador logo no início, com um gol de cabeça do meia Emam Ashour. O time da Oceania empatou no início do segundo tempo. Durante o restante do jogo, as seleções criaram, mas os goleiros mantiveram o placar inalterado. A partida foi para os pênaltis e os egípcios não perderam nenhuma cobrança. O capitão Mohamed Salah converteu de cavadinha. Do lado australiano, os zagueiros Harry Souttar e Lucas Herrington erraram. Dessa maneira, o time árabe avançou.
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Mesmo com a derrota para a Argentina, a seleção egípcia fez história nesta Copa do Mundo. É a sua melhor participação em todos os tempos no torneio. Em 1934, o Egito fez uma única partida e foi eliminado pela Hungria. Em 1990, na Itália, o time fez três jogo e caiu na primeira fase. Já em 2018, a seleção egípcia perdeu os três confrontos da primeira etapa: para Uruguai, Rússia e Arábia Saudita. Dessa maneira, o desempenho em 2026 deverá ser lembrado por muito tempo pelos “faraós”.





