A iminente confirmação da contratação de Jhon Arias, depois de a diretoria do Palmeiras resolver todos os trâmites legais de documentação do meia-atacante colombiano e de definir a forma de pagamento dos R$ 154 milhões (o valor inicial era menor, conforme divulgou The Football) com o inglês Wolverhampton, não é um movimento isolado no clube, tampouco começou na semana passada. A transação ocorreu semanas atrás, depois do entendimento e acerto da venda.

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O Palmeiras conseguiu essa confirmação antes de qualquer coisa. A presidente Leila Pereira tinha garantias da compra do jogador de agentes importantes sentados à mesa. Sempre soube das cláusulas do Fluminense e dos valores que poderiam aumentar. Ela também já sabia da receita de R$ 1,6 bilhão de 2025, mas não pulou etapas.

Abel Ferreira defendeu a condição do Palmeiras e os seus processos de trabalho ao longo dos anos / Palmeiras

Mas como nada no Palmeiras anda desacompanhado, a chegada de Arias (ainda não oficializada) abre caminho para a venda de Allan depois da Copa do Mundo. O Palmeiras espera receber 45 milhões de euros pelo jogador, o equivalente a R$ 279 milhões. Allan tem 22 anos. O Palmeiras tem direito a 70% dos direitos contratuais do atacante. Allan tem contrato com o clube até dezembro de 2029. Ele joga pela direita.

Multas de R$ 654 milhões

A diretoria estipulou que as multas rescisórias dos jogadores da base são de 100 milhões de euros. Isso dá R$ 654 milhões. Ainda não é um valor real para o mercado europeu buscar atleta no produtor primário. Trata-se de uma segurança.

Allan vai ser a próxima venda astronômica do Palmeiras, seguindo o que aconteceu com Gabriel Jesus, Endrick e Estêvão. A negociação de Allan já está em andamento, mas The Football não conseguiu apurar além disso. O que se sabe é que a oferta ventilada de 40 milhões de euros, considerada boa, não chegou ao Palmeiras.

Allan assinou contrato com o Palmeiras até dezembro de 2029: clube tem 70% dos seus direitos federativos / Palmeiras

O clube é uma das principais vitrines para a Europa, mas o Palmeiras passou a dividir essa condição nos últimos anos com o São Paulo. Os garotos de Cotia ganharam a Copinha em 2025 e chegaram à final também na edição deste ano, embora o time tenha perdido para o Cruzeiro na decisão do Pacaembu.

Academia II e Cotia

Mas há uma diferença entre os garotos da Academia II e os do CT de Cotia. Os garotos do Palmeiras estão mais prontos e rodados, inclusive com passagens pelo time de Abel Ferreira, cujo fato de ser português ajuda na visibilidade da Europa. Allan é um deles. Os meninos do Morumbi são mais baratinhos. Em média, o São Paulo negociou seus jogadores da base no ano passado por valores entre R$ 15 milhões e R$ 35 milhões.

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De modo que, enquanto a notícia do dia é sobre Arias, a direção do Palmeiras já está tramando seus passos lá na frente, depois da Copa do Mundo e quando as competições no país começam a se afunilar, como Copa do Brasil e Libertadores. Como disse Abel no fim de semana, o Palmeiras é um clube que “trabalha com processos”.

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