O Flamengo derrotou o Independiente de Medellín no Maracanã na noite desta quinta-feira por 4 a 1. Foi a segunda vitória do time carioca na competição, o que lhe garante a liderança folgada do Grupo A e sinaliza caminho aberto para o sonho do pentacampeonato. Atual campeão da América, o rubro negro até tomou um susto, mas foi sempre superior econstruiu a vitória numa noite de brilho especial de uma dupla que está há mais tempo no clube e no coração da torcida: Arrascaeta e Bruno Henrique.

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É importante destacar também o êxito do início de trabalho do técnico português Leonardo Jardim, que começa a deixar seu traço autoral na forma como o time se posiciona, aparentemente mais caótico, mas muito mais agressivo em relação aos tempos de Filipe Luís. E mais afeita ao gosto da torcida. Jardim fez o seu décimo jogo à frente do Flamengo. Um técnico ainda em fase de exploração, rodando peças, testando possibilidades, mas já insinuando, aqui e ali, os contornos de uma nova identidade.

Arrascaeta fez um dos gols da vitória do Flamengo sobre o Medellín pela Libertadores: 55 mil no Maracanã / Flamengo

Foram cinco alterações em relação ao time que se imagina titular. Com isso, ele já utilizou 23 dos 25 jogadores de tinha disponíveis, uma amostragem significativa que revela sua intenção de começar o trabalho pela gestão de elenco. E está dando certo. Dentro de campo, o desequilíbrio técnico transformou o confronto quase num treino de luxo. Um daqueles coletivos em que a equipe principal ataca o tempo todo, enquanto o adversário cumpre papel protocolar, quase decorativo. O Medellín, vindo da fase preliminar, aceitou esse papel sem resistência real e foi engolido desde os primeiros minutos.

Bruno Henrique e Carrascal

Com dez de jogo, o Flamengo já poderia ter resolvido a partida não fossem as falhas de conclusão de Bruno Henrique e Carrascal em oportunidades claríssimas. A equipe carioca se organizava em torno de uma blitz ofensiva constante, com Arrascaeta infiltrando com inteligência, Lucas Paquetá acelerando o jogo por dentro e Samuel Lino oferecendo amplitude e profundidade. Bruno Henrique, como referência, ocupava a área e abria espaços.

Bruno Henrique marcou um dos gols do Fla contra o Medellín no segundo jogo da fase de grupos da Libertadores / Flamengo

Do outro lado, o rival colombiano tentava sobreviver com uma linha de cinco fincada à frente da área, apostando em contra-ataques esporádicos. Resistiu o quanto pôde — exatos 14 minutos. Foi quando Paquetá recebeu de Ayrton Lucas na entrada da área e bateu cruzado, sem chance para Ospina. O cenário era de domínio absoluto. A sensação era de que o segundo gol viria naturalmente, quase por inércia. Mas o futebol, vez ou outra, cobra a displicência. Aos 42 minutos, em mais um erro técnico de Carrascal, desarmado com facilidade, a bola sobrou para Yony González — velho conhecido do futebol brasileiro — que não perdoou. Finalização rasteira, precisa, e um empate tão improvável quanto pedagógico.

O Flamengo, que até então tratava o jogo como treino, foi lembrado de que estava em competição oficial. A resposta, contudo, foi imediata — e decisiva. Dois minutos depois, um contra-ataque de manual: Arrascaeta escapou pela esquerda, foi ao fundo e cruzou para a cabeçada precisa de Bruno Henrique. Houve revisão do VAR por uma possível falta no início da jogada, mas o gol foi validado para desespero dos colombianos.

Pedro, o amigo do gol

A dupla Arrascaeta/Bruno Henrique matou o jogo logo no início do segundo tempo. Aos três minutos, os dois tabelaram pelo centro da zaga rival, desmontando o bloco defensivo com naturalidade. O uruguaio finalizou de canhota com precisão cirúrgica — uma tacada de bilhar na caçapa do meio. Mesmo com o Medellín se soltando um pouco mais e exigindo maior competitividade, o Flamengo jamais perdeu o controle. Seguiu dono do jogo e mereceu os aplausos do Maracanã lotado por mais de 55 mil pessoas.

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Para coroar a noite, só faltava a cereja do bolo. Um gol do artilheiro Pedro, que entrou na metade do segundo tempo e deixou sua marca no último minuto da partida. E assim, sob a nova direção de Leonardo Jardim, é sem nenhuma saudade de Filipe Luís, a “magnética” renova a esperança de mais um ano de graças. Incluído aí o sonho do pentacampeonato da Libertadores.

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