Flamengo e Palmeiras não vão se desmoronar depois da Libertadores e do Brasileirão de 2025. Não vão demitir seus respectivos treinadores nem ‘limpar’ o elenco, como se costuma fazer em fim de temporada. Muito menos no Fla, que ganhou a Libertadores ao bater o rival paulista por 1 a 0, em Lima, neste sábado, com gol de Danilo, um herói improvável, mas competente.
Há pilares sólidos nos dois clubes, caminhos bem definidos e pavimentados e um projeto de futebol para os próximos três anos. O Fla ainda tem o Brasileirão para ganhar. As chances do Palmeiras são mínimas.
Os gestores de Flamengo e Palmeiras não olham mais para 2025. Eles estão no futuro, de modo que 2026 já está planejado, com alguns acertos de contratos e detalhes de logística em função da Copa do Mundo e do adiantamento do calendário nacional proposto pela CBF.

Enquanto clubes brasileiros ainda fazem as contas do que pode acontecer até dezembro para só depois olhar para 2026, Fla e Palmeiras já estão em 2027, em novos contratos, observando o mercado, avaliando garotos na base, esticando os contratos de seus principais atletas e, claro, dos treinadores.
Mesmos técnicos
Filipe Luís e Abel Ferreira vão permanecer no comando dos clubes. O treinador do Flamengo nem pode aceitar ofertas da Europa porque ainda não tem tempo de profissão para isso, como exige a Uefa e a Fifa, de dois anos no mínimo. Abel admitiu nesta semana que vai ficar.

Mas como eles conseguiram chegar a isso? Com tempo, organização, economia, gestão responsável, erros e acertos, sem milagres e com dinheiro. Dando um passo de cada vez. Cortando da própria carne quando necessário. Tomando decisões duras, mas precisas. Apostando na estabilidade. Sendo transparente. Reformulando elencos sem melindres. Antevendo situações.
Gestão financeira
Tanto um quanto outro cresceram dentro de campo, mas também fora dele. Não se pensa mais em futebol jogado sem olhar para os cofres do clube. Uma boa gestão financeira resulta num bom elenco. Palmeiras e Flamengo aprenderam isso nos últimos cinco anos. Abandonaram o imediatismo dos resultados e da temporada e conseguiram se organizar melhor. A torcida ajudou.
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Os patrocinadores vieram antes dos títulos e chegaram em maior número depois deles. Por isso que nada vai mudar depois da temporada. Vai ter alegria e pode ter sofrimento. Mas nada que abale os pilares dessas duas agremiações, as melhores do Brasil e da América do Sul.







