O Flamengo não conseguiu nem chegar perto de machucar o PSG na decisão da Copa Intercontinental no Catar. O time francês tomou conta do jogo nos dois tempos e na prorrogação, com uma pressão absurda na saída de bola do time brasileiro. Fez um gol logo cedo após lambança do goleiro Rossi, mas por sorte a bola havia saído antes de ele evitar o escanteio e o juiz anulou o lance. Depois, no primeiro gol do PSG, Rossi falhou novamente. Mas o Fla empatou e soube segurar o resultado. Levar a decisão para os pênaltis foi a maior “vitória” do time brasileiro.

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É preciso dizer ainda que o pênalti dado para o Flamengo no segundo tempo foi uma vergonha, dessas de tirar o sabor de qualquer conquista. Jorginho cobrou e fez mais uma vez em tiro livre, empatando o jogo (1 a 1) e recolocando o Fla no jogo, ao menos com alguma esperança. Havia muita vontade, mas pouca técnica no time.

Flamengo perde para o PSG nos pênaltis, depois de empatar por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação / Flamengo

Nas transmissões, houve muita boa vontade para não dizer que o Flamengo jogou mal, que não pegou na bola no primeiro tempo e que não chegou nem perto daquele time que encantou o Brasil e a América do Sul. E para dizer também que não foi pênalti em Arrascaeta. Mas nos microfones, o Flamengo era Brasil.

Foi uma bola de futebol do PSG

Foi uma aula do PSG de marcação adiantada, de pressão desde o início da disputa, com três ou mais jogadores, de atletas bem posicionados e trabalhando a bola feito uma máquina. Mas, acima de tudo, de um time que toma decisões rápidas dentro de campo. Depois da pressão na saída de bola que todas as grandes equipes já fazem no futebol, a mais nova novidade é essa “decisão rápida” do que fazer com a bola, de modo a não deixar o marcador piscar.

Marcação do Fla foi boa

Se teve um mérito do Flamengo foi evitar que o PSG desse um passeio. A marcação esteve sempre firme, mesmo correndo de lá para cá e atrás da bola a maior parte do tempo. O campo parecia gigante para o PSG jogar e mais ainda para o time de Filipe Luís marcar. Não houve pressão do Flamengo. Nem tabela nem dribles. Houve tentativas de roubar a bola e puxar contra-ataques, principalmente no fim do tempo regulamentar. O Fla assustou timidamente. No último segundo, Marquinhos errou um gol feito na pequena área, antes de o jogo entrar na prorrogação.

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A diferença técnica, tática e física entre os adversários ainda é gigantesca. Mas é preciso ressaltar a linha de quatro do Fla na defesa e a disposição de todos marcarem sem a bola. Desse ponto de vista, a equipe foi valente. Mas não jogou o que se esperava dela. O time chegou a ter oito ou nove jogadores em sua defesa, numa antítese do que é o Flamengo. A média de idade dos jogadores brasileiros era maior, mas isso já se sabia. Assim como o fato de o PSG estar no meio de sua temporada e o Fla nas últimas gotas de sangue de um ano em que ganhou tudo.

Jorginho salta para a cobrança de pênalti olhando para o goleiro do PSG: 1 a 1 no tempo regulamentar / Flamengo

Mas o futebol também é o esporte da superação. Dá superação coletiva, como se viu. O gol de empate de Jorginho manteve as esperanças até o fim. Veio o primeiro tempo da prorrogação e novamente num jogo de um time só, assim como o segundo. O Fla não chutou a gol. O PSG foi sempre mais perigoso. Mas o time de Filipe Luís não perdeu o posicionamento nem a concentração. Um mérito e tanto.

Fez feio nos pênaltis

Nos pênaltis, o sentimento da derrota é menor. Fica sempre a sensação de que poderia ter dado certo. Mas não deu desta vez. Saúl perdeu a sua chance. Mas na sequência, Dembélé, o recém-eleito The Best da Fifa, mandou a bola em “Paris”, por cima do gol. Mas Pedro também errou, assim como Léo Pereira e Luiz Araújo. Quatro cobranças erradas do Flamengo. E o PSG foi campeão: 2 a 1 nos pênaltis depois do empate por 1 a 1.

Não foi exatamente o que se esperava do grande Flamengo, mas também não foi um jogo como tantos outros que o mundo já viu entre um campeão sul-americano diante de um gigante da Europa. A bem da verdade, o Mundial do Catar era apenas uma cereja da excelente temporada do Flamengo. Não ganhar do PSG não muda em nada o que o time liderado por Arrascaeta fez em 2025.

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