A França está novamente entre as quatro melhores do mundo. A vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, nesta quinta-feira, no Estádio de Boston, em Foxborough, foi mais uma demonstração da maturidade e da excelência de uma geração que parece destinada a deixar sua marca definitiva na história das Copas. Mesmo sem encantar durante todo o tempo, os franceses exibiram a serenidade dos grandes campeões: controlaram o ritmo, suportaram a resistência marroquina e decidiram o jogo quando julgaram oportuno. Simples assim, como quem se reconhece superior aos adversários. Em seis minutos, a França matou o jogo. Agora enfrenta o vencedor de Bélgica e Espanha, que jogam nesta sexta-feira, às 16h (horário de Brasília), a última parada antes da finalíssima.

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Marrocos vinha de uma invencibilidade de 34 jogos, com 26 vitórias. Como sempre, mostrou-se uma equipe disciplinada, organizada e compacta. Tinha como ideia de jogo dificultar ao máximo a circulação de bola dos habilidosos meio-campistas franceses e impedir que eles jogassem à vontade. O plano funcionou por boa parte do confronto e deu esperança ainda maior quando Mbappé desperdiçou um pênalti, defendido por Bono, aos 27 minutos da etapa inicial. Mas as equipes extraordinárias possuem a virtude de não se desorganizarem diante dos contratempos. Mbappé absorveu o golpe, manteve o foco e, aos 14 minutos do segundo tempo, recebeu de Doué para abrir o placar com a categoria que se espera dos craques. Um chute perfeito, estudado, impondo à bola uma trajetória única. Era o seu 11º gol nas últimas sete partidas de Copa.

França o capitão Mbappé
Com chute certeiro, Mbappé se redime do pênalti perdido e abre o marcador na vitória sobre o Marrocos / Equipedefrance

França acelera e resolve

Seis minutos depois, Dembélé aproveitou uma falha da defesa marroquina e ampliou, encerrando qualquer dúvida sobre quem era melhor. E havia ainda um simbolismo eloquente naquele placar. O 2 a 0 repetia exatamente o resultado da semifinal do Catar, quatro anos antes. Não era mero acaso. O tempo passou, Marrocos evoluiu e seguiu competitivo, mas a França continuou em outro patamar. A coincidência numérica apenas reforçou uma verdade que o campo tratou de confirmar: a superioridade francesa permanece intacta.

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Em um intervalo de poucos minutos, a França resolveu uma partida que parecia intrincada. É justamente essa capacidade de impor a própria vontade, mesmo sem oferecer espetáculo constante, que faz dos franceses os grandes favoritos ao título. A terceira final consecutiva ainda é apenas uma possibilidade, mas, pelo futebol apresentado até aqui, somente uma surpresa de grandes proporções parece capaz de impedir que esta geração extraordinária siga escrevendo a sua lenda.

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