A campanha é catastrófica. São seis jogos no Brasileirão, com dois empates, quatro derrotas e nenhuma vitória. O Internacional é o último colocado da competição com apenas dois pontos em dezoito possíveis. Nem jogar no Beira-Rio fez a equipe conseguir até agora um bom desempenho. O Colorado perdeu as três partidas que fez em Porto Alegre. A última derrota foi para o Bahia no domingo por 1 a 0, com gol de Willian José. O Inter está em crise e o seu treinador Paulo Pezzolano corre risco.
Trata-se do pior início da equipe na era dos pontos corridos, iniciada em 2003. O desempenho ofensivo preocupa: com apenas três gols marcados, o Inter tem o pior ataque da competição nacional. “As soluções táticas? Estamos buscando. Temos de trabalhar porque acreditamos muito no trabalho. Podemos mudar essa situação conseguindo resultados”, disse o auxiliar técnico Esteban Conde.

O trabalho do técnico uruguaio Paulo Pezzolano também começa a ser questionado. Ele próprio admitiu em coletivas recentes que não encontra explicações para a má fase e falta de efetividade do ataque. “Não estamos na colocação que queríamos. Mas temos potencial para melhorar. Não pensamos nisso (possibilidade de rebaixamento). A nossa briga é em um nível que não é o que estamos hoje”, defendeu o executivo de futebol Fabinho Soldado, ex-Corinthians.
Elenco com baixo rendimento
A situação no principal torneio do calendário tem gerado pressão interna e críticas sobre a montagem do grupo, que, apesar de contar com atletas de peso, ainda não conseguiu converter o investimento em resultados. Na primeira janela de transferência da temporada, o Inter investiu R$ 37,8 milhões em sete reforços. Mesmo assim, a equipe amarga baixo rendimento.
Na derrota para o Bahia, Pezzolano testou o lateral Alexandro Bernabei como centroavante. O jogador teve três chances, mas não conseguiu converter nenhuma. A dupla de zaga titular do uruguaio, Gabriel Mercado e Victor Gabriel, ainda não conseguiu um bom desempenho. A torcida acredita que desde a venda de Vitão para o Flamengo, o setor defensivo só decaiu. Félix Torres veio emprestado do Corinthians com a missão de ajeitar a casa. Mas não conseguiu fazer isso ainda.

Dono de um dos maiores salários do elenco, o meia Alan Patrick é tido como uma das referências técnicas do Colorado. Mas ele continua muito abaixo do que pode oferecer e caiu de produção nos últimos jogos. Aos 34 anos, é o maior artilheiro da história do novo Beira-Rio. No início do ano, o clube gaúcho oficializou a extensão do vínculo do atleta por mais duas temporadas.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
Pior ataque da Série A, o Internacional é o segundo clube que mais finaliza na competição. A falta de eficiência tem sido um desafio para os atacantes. Rafael Borré vive um momento de incertezas devido ao desempenho abaixo do esperado, o alto salário e as cobranças. Já Johan Carbonero é um dos principais criadores, mas peca na hora do gol. No fim do ano passado, o Inter desembolsou cerca de US$ 4,3 milhões (R$ 24 milhões) ao Racing, da Argentina, para contar com o atacante colombiano.




