A presidente Leila Pereira deu pistas nesta segunda-feira, na sede da CBF, onde esteve para discutir a necessidade de uma política de fair play financeiro para o futebol brasileiro com demais representantes de clubes, que poderá continuar no futebol depois de seu segundo mandato no Palmeiras. Há duas semanas ela desmobilizou uma tentativa de virada de mesa no estatuto do clube para um terceiro mandato.

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Conselheiros aliados à presidente encaminharam uma discussão para que a carta-mãe do Palmeiras fosse rasgada a fim de fazer com que Leila pudesse concorrer para mais um mandato de três anos, permanecendo na presidência, se fosse eleita, por nove anos. Não colou e pesos-pesados da história do clube, como o ex-presidente Maurício Galiotte, tiveram de interceder em defesa do estatuto e da seriedade política da instituição.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, não pode concorrer a mais uma eleição: seu mandato acaba em 2027 /  Palmeiras

No Rio, Leila disse que o caminho para todos os clubes brasileiros é se tornar SAF (Sociedade Anônima do Futebol), como já se faz na Europa. Mas negou que o sistema de governança seja aceito no Palmeiras enquanto ela estiver no comando. Leila não abre mão de mandar e tomar as decisões, como ela mesma disse recentemente após a derrota para o Corinthians na Copa do Brasil. Mas o fato de defender as S/As mostra parte de seus interesses daqui a dois anos, quando terminar o seu mandato no Palmeiras. As regras da SAF são mais claras no futebol. Ela se daria bem nesse sistema

Dona de um clube?

Muito provavelmente Leila vai ser dona de um clube de futebol. Aos poucos, ela vai amadurecendo a ideia e dando pistas de suas intenções. Ela já negou que pudesse se meter na “politicagem” da CBF ou nas instituições estaduais que regem o futebol regional. Mas como todos sabem, o “não” de Leila sempre soa como um “talvez” e o “sim”, como certeza absoluta.

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Leila pegou gosto pelo futebol e todos os seus processos. Pessoas do Palmeiras não acreditam que a presidente vai voltar para o comando de suas empresas e trabalhar atrás de uma mesa de mármore, como fazia antes de assumir o clube como conselheira e presidente. Ela é inquieta demais para isso.

Arena Barueri: estádio já pertence à presidente do Palmeiras e está sendo reformado para 30 mil pessoas / Divulgação

Há um outros indícios de que a presidente deve continuar envolvida com o futebol. Um deles é o fato de ela ser dona da Arena Barueri nos próximos 35 anos. Recentemente, ela reformou o estádio e mandou colocar grama sintética no campo. As reformas não acabaram ainda e são feitas aos poucos. A presidente vai ajeitando o estádio com 30 mil lugares nas proximidades de São Paulo. O Palmeiras manda seus jogos na Arena Barueri e outros clubes podem fazer o mesmo. Ela já esteve em visitas fora da agenda na cidade de Ribeirão Preto para ver o estádio Santa Cruz, do Botafogo. O Botafogo é uma SAF.

Abel diz que Leila é ótima gestora

Coincidentemente no domingo passado, após a vitória do Palmeiras sobre o Ceará, o técnico Abel Ferreira disse que Leila é uma ótima gestora dos seus negócios e que ele tem muita sorte de trabalhar com uma profissional do seu nível. Abel chegou a dizer que ela comanda muito bem suas empresas. A presidente também montou uma empresa de aviação, a Placar, para leva o Palmeiras em suas partidas pelo Brasil e exterior. O negócio está sendo expandido aos poucos. Leila tem lugar no futebol depois do Palmeiras.

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