Palmeiras e São Paulo foram apenas dois dos times da Libra que se juntaram neste fim de semana para detonar o Flamengo após o clube do Rio travar na Justiça o repasse da Globo de R$ 77 milhões aos times associados à liga. Leila Pereira e Júlio Casares não pouparam de críticas à atitude do presidente Luiz Eduardo Baptista, o BAP, que entende merecer mais dinheiro do que os outros times e, por isso, bloqueou com liminar o recebimento de todas as equipes da Libra no Brasileirão.

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Leila assinou um texto de repúdio em que o Palmeiras se coloca em posição favorável para comentar porque tem suas finanças em dia. Na nota, o Flamengo é acusado de querer mais benefícios individuais e de se valer de uma estratégia “predatória e torpe”.

A postura prepotente e dolosa da atual gestão do Flamengo, infelizmente, não surpreende. Trata-se do mesmo grupo político que, no início do ano, se recusou a assinar o manifesto da Libra que cobrava providências no combate ao racismo nos gramados sul-americanos. PALMEIRAS

O presidente Casares, do São Paulo, foi na mesma linha de Leila. Ele também mostrou em nota nas redes sua indignação e repúdio ao Flamengo, de BAP, que vai se isolando no futebol brasileiro. De modo que o São Paulo acusa a diretoria do Fla de não cumprir acordo assinado pela gestão anterior. Acusa BAP de querer “atrapalhar o futebol brasileiro.

Luiz Eduardo Baptista, o BAP, presidente do Flamengo, recebe críticas de Palmeiras e São Paulo / Flamengo

NOTA DO PALMEIRAS

A Sociedade Esportiva Palmeiras manifesta repúdio à conduta da atual gestão do Clube de Regatas do Flamengo, que, por meio de liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, travou o repasse de R$ 77 milhões referente a uma das parcelas do contrato firmado entre a Libra (Liga do Futebol Brasileiro) e a TV Globo sobre os ganhos com o pay-per-view.

Ao obstruir de forma contraditória e indevida o fluxo desses recursos, a estratégia do clube carioca se revela predatória e torpe. Busca asfixiar financeiramente as demais instituições que constituem o bloco, algumas delas em situação de dificuldade, a fim de subjugá-las e extrair ainda mais benefícios individuais.

Cabe ressaltar que o Palmeiras tem lugar de fala para se manifestar sobre o tema. Afinal, além de equilibrado economicamente, seria um dos beneficiados diretos caso prosperasse a alteração pleiteada pela atual gestão do Flamengo. Entretanto, o Palmeiras compreende que não joga sozinho e, por isso, defende o crescimento coletivo do futebol brasileiro. A postura prepotente e dolosa da atual gestão do Flamengo, infelizmente, não surpreende.

Trata-se do mesmo grupo político que, no início do ano, se recusou a assinar o manifesto da Libra que cobrava providências no combate ao racismo nos gramados sul-americanos.

Clube brasileiro com mais títulos nacionais, o Palmeiras trabalha pela construção de um futuro sustentável para todos. Confiamos que a Justiça do Rio logo perceberá as reais intenções por trás das ações do Flamengo (inclusive concluindo que os prejudicados pela liminar foram, na verdade, os demais clubes da Libra) e restabelecerá a legalidade do acordo vigente entre o grupo e a TV Globo, de modo a preservar o espírito de cooperação que deve nortear o esporte.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, condena atitude do dirigente do Flamengo, BAP, sobre repasse da Libra / Palmeiras

NOTA DO SÃO PAULO

O São Paulo Futebol Clube vem por meio desta manifestar o seu repúdio à conduta da gestão do Clube de Regatas do Flamengo. Mesmo após assinar o acordo com a Libra (Liga do Futebol Brasileiro) e a TV Globo, travou o repasse de R$ 77 milhões referente a uma das parcelas dos direitos de transmissão e pay-per-view por meio de liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio.

A atual gestão do Flamengo parece não compreender que é responsável pelos contratos herdados. Até porque a enorme história do Clube carioca foi construída ao longo dos anos, e não pelos atuais mandatários.

A atitude do Flamengo não é condizente ao seu passado grandioso e tem como intenção atrapalhar financeiramente o futebol brasileiro, sendo que os clubes necessitam desta verba para o custeio. Confiamos que a Justiça do Rio de Janeiro saberá avaliar com correção e imparcialidade a atitude do clube carioca.

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