É preciso entender melhor esse imbróglio que envolve o Flamengo e todos os clubes da Libra, entre eles Santos, São Paulo e Palmeiras. A presidente Leila Pereira chutou o balde ao dizer no R7 que o futebol brasileiro poderia formar uma liga sem o Flamengo. O discurso é forte e provocativo, mas não passa disso. Não há nada de prático nele. Porque não é possível disputar o Brasileirão sem o Flamengo, sem o Corinthians, sem o Palmeiras, sem o Cruzeiro… Seria como jogar o Campeonato Espanhol sem o Barcelona ou o Real Madrid. Não é por aí. Leila fala, muitas vezes, com os sentimentos do coração.
Houve uma tentativa recente na Europa de formar uma liga somente com os grandes clubes dos principais países e isso foi implodido antes mesmo de nascer. A Fifa inventou depois o Mundial de Clubes e acertou na mão em sua primeira edição, apesar das muitas reclamações dos times europeus. No caso do Flamengo e da Libra, há um contrato assinado que não pode ser desfeito sem multas. Quem assinou pelo Flamengo foi o presidente anterior, Rodolfo Landim.

O impasse? O Flamengo se vê no direito de receber mais dinheiro de audiência do pay per view porque tem a maior torcida. O clube alega que está perdendo R$ 100 milhões neste ano comparado à temporada anterior. Convenhamos, é muito dinheiro. E o seu atual presidente, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, viu brechas no contrato para discutir. Sua providência depois de algumas reuniões fracassadas com a Libra foi travar na Justiça o valor de R$ 77 milhões que seriam distribuídos entre os clubes. Fez isso porque vê no documento assinado “pecados” jurídicos.
Tudo por dinheiro
É nessa fogueira, de muita vaidade também, que o futebol brasileiro se envolveu desta vez. Tudo por dinheiro. Porque os clubes entenderam que quem tem mais dinheiro pode ganhar mais títulos e formar elencos mais fortes. Para isso, claro, é preciso gerir as finanças de forma profissional e responsável. A discussão polariza agora entre Flamengo e Palmeiras, mas não é isso. Todos os outros clubes da Libra estão revoltados com o time do Rio.
O caso está na Justiça. Mais do que isso, a Libra precisa resolver o seu contrato, dito mal-feito, de parceria com os clubes no valor de R$ 1,1 bilhão. A Globo, que paga pela transmissão dos jogos, aguarda para saber o que faz. As bravatas são comuns no futebol e têm o poder de fisgar até mesmo os presidentes mais ponderados, mas elas não passam disso: de bravatas. Não é assim que esse problema será resolvido. A CBF espera para ver se precisa entrar na briga. A entidade não gostaria de entrar.
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