Leila Pereira não vai deixar o futebol depois do seu segundo mandato no Palmeiras. Havia dúvidas se a presidente, dona da Crefisa, continuaria no futebol. Ela disse à ESPN, ao bom repórter Gian Oddi, que encontrou o seu caminho na carreira e ele é dentro de um time de futebol. Leila é a melhor presidente de clube do Brasil. Pode empatar com outros, mas não perde para ninguém. Em meio ao covil de homens despreparados para a função, extremamente apegados ao estilo do “cartola raiz”, Leila se sobressai com seu estilo duro, mas com certa ternura, sem meias palavras, reto e coerente.
O dinheiro que ela levou para o Palmeiras e a sua não necessidade de se alimentar do clube a fizeram mais firme do que os seus colegas de bancada. Leila fez o Palmeiras mais rico, mais organizado e mais respeitado.

Ela não é perfeita. Ninguém é. Mas erra menos do que os outros. Não soube lidar com a torcida uniformizada. Extrapolou e se expôs no caso do atacante Dudu. Mas é inegável que ela foi a melhor coisa que aconteceu para a gestão do futebol nos últimos anos.
Mudança no estatuto do Palmeiras
Leila tem um entendimento raro das situações e não empurra nada para debaixo do tapete, como fez nesta semana ao comentar que o time fracassou nas últimas partidas do Brasileirão por falta de competência, o que chamou de turbulência, e não por culpa da arbitragem, como disse o técnico Abel Ferreira.
Leila não é de passar a mão na cabeça de ninguém. Nem de relevar assuntos que precisa se posicionar. Sua certeza de que deve permanecer no futebol abre portas e sorrisos. A primeira delas é saber se o Palmeiras vai mudar o seu estatuto para dar a ela a chance de uma terceira eleição.

As regras do clube permitem apenas dois mandatos seguidos. Esse assunto começou, foi abortado e agora volta à tona em Lima, onde a própria Leila deixou essa possibilidade no ar. A presidente não vê isso como um golpe, mas como o desejo dos associados do Palmeiras.
Leila também colocou um pé no Vasco. Ela emprestou R$ 80 milhões ao presidente Pedrinho para ajustar as contas do clube na Justiça. Esse dinheiro pode se transformar em 10% das ações da SAF do time de São Januário em dois anos. Leila é carioca. Por ora, é apenas uma porta semi aberta
A Arena Barueri é dela
Há também a possibilidade de Leila assumir um clube menor de São Paulo e levá-lo para Barueri. Ela é dona da Arena Barueri nos próximos 35 anos. Ganhou esse direito em licitação. A empresária já reformou o estádio e tem uma proposta de realizar shows musicais e eventos naquela cidade. Mas o estádio, como todo bom estádio, precisa de um time de futebol. Ainda não há.
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Por ora, há uma certeza e há uma afirmação sem promessa: ela continuará no Palmeiras até dezembro de 2027. Isso é certo. E disse que não deseja assumir a CBF. No entanto, pessoas ligadas à entidade no Rio já comentaram ao The Football que a gestão de Samir Xaud é transitória, que ele vai fazer o que precisa ser feito até 2029 para o futebol e depois não concorrerá para um segundo mandato. Não se sabe. Leila diz não querer ocupar o seu posto.





