Nova York – A Itália recorreu a um brasileiro para tentar sair da maior crise de sua história no futebol de seleções. Tetracampeão mundial com o Brasil em 1994, Leonardo será consultor de Paolo Maldini na reestruturação da Azzurra. O ex-capitão italiano foi anunciado como diretor técnico da Federação Italiana e também assumirá a presidência do Club Italia, estrutura responsável pelas seleções do país. Trata-se de um passo ousado para tirar a Itália do buraco. A seleção tetracampeã ficou fora das últimas três Copas do Mundo, inclusive essa de 2026.
Leonardo não terá apenas uma função simbólica no novo projeto. Ao lado de Maldini e do presidente da FIGC, Giovanni Malagò, o brasileiro participará da escolha do próximo treinador da seleção. A prioridade será encontrar o substituto de Gennaro Gattuso, que deixou o cargo em abril, depois de a Itália ser eliminada pela Bósnia e ficar fora de sua terceira Copa consecutiva. Existe a possibilidade de o treinador ser Pep Guardiola.

A presença de Leonardo foi uma indicação do próprio Maldini. Segundo Malagò, o ex-zagueiro considerou necessário contar com alguém de confiança diante da extensão do trabalho, que envolverá não apenas a seleção principal, mas também as categorias de base. A ideia da Federação Italiana é construir um projeto de longo prazo, passando pela próxima Eurocopa e chegando à Copa do Mundo de 2030.
Dupla fez história no Milan
A escolha do brasileiro também reedita uma parceria formada no Milan. Maldini e Leonardo trabalharam juntos na direção do clube entre 2018 e 2019, período em que o lateral ocupou o cargo de diretor esportivo. Além da relação profissional, os dois conhecem como poucos o peso da camisa italiana e a pressão existente em torno de um dos maiores clubes do país.
Leonardo construiu boa parte de sua trajetória no futebol europeu depois de encerrar a carreira de jogador. Foi treinador do Milan e da Inter de Milão, mas ganhou maior projeção como dirigente esportivo. Trabalhou também no Paris Saint-Germain, onde participou da montagem de um elenco de estrelas e esteve diretamente envolvido nas chegadas de jogadores como Lionel Messi ao time francês.
Leonardo foi dirigente do PSG
No PSG, o brasileiro participou da milionária renovação de contrato de Mbappé, em 2022. Leonardo deixou o clube de Paris pouco depois, encerrando sua segunda passagem como diretor esportivo. Agora, aos 56 anos, volta ao futebol em uma missão diferente: ajudar a reorganizar toda a estrutura técnica de uma seleção estrangeira que precisa desesperadamente voltar a participar da festa de uma Copa.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
O desafio é proporcional ao tamanho da Itália. Campeã mundial em 1934, 1938, 1982 e 2006, a Azzurra não disputa uma Copa desde 2014. Ficou fora das edições de 2018, 2022 e 2026, esta última já com o torneio ampliado para 48 participantes. Em meio ao pior jejum de sua história, a Itália aposta na autoridade de Maldini e na experiência internacional de Leonardo para tentar voltar ao lugar que ocupou durante décadas.





