A contagem regressiva para o início da Copa do Mundo de 2026 está em sua reta final, e os olhos da comissão técnica liderada por Carlo Ancelotti estão completamente voltados para o primeiro grande desafio no Grupo C. No próximo sábado, às 19h de Brasília, a seleção brasileira fará o seu a debute no em Nova York, e o adversário promete não facilitar as coisas.
A seleção de Marrocos, que encantou na última edição ao alcançar a histórica semifinal no Catar, chega agora aos Estados Unidos com credenciais pesadas, ostentando o título recente de campeão da Copa Africana de Nações e um modelo de jogo bem estruturado.
Mesmo após a saída do técnico Walid Regragui a apenas três meses do início do Mundial, a federação marroquina manteve a competitividade ao colocar Mohamed Ouahbi no comando técnico. Desde que assumiu o cargo, o comandante segue invicto em uma sequência expressiva que inclui resultados positivos diante de Paraguai, Burundi e Madagascar, além de empates consistentes contra Equador e Noruega – este segundo, no último domingo, dia 7.

No fim do dia, Marrocos demonstrou nessas apresentações que pode complicar a vida brasileira a partir de um coletivo que sabe o que fazer com a bola nos pés e que tem como trunfo a solidez defensiva, algo que até foi reconhecido pelo próprio Ancelotti ao projetar o embate tático da rodada de abertura.
Encaixe das peças
Bater o adversário da estreia exigirá paciência e movimentação. Ancelotti destacou em suas coletivas que os marroquinos possuem uma engrenagem defensiva compacta e sólida, capaz de encurtar os espaços e travar as jogadas individuais pelos lados do campo. Característica essa que prejudica naturalmente o jogo de Raphinha e Vini Jr., dupla que Ancelotti deu indícios de que entrará como titular.
Com um elenco repleto de jogadores consolidados em grandes potências do futebol europeu, como o lateral-direito Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain, o meio-campista Brahim Díaz, do Real Madrid, e o zagueiro Issa Diop, do Fulham, os africanos têm qualidade para resistir à pressão e responder em velocidade com transições ofensivas mortais
Equilíbrio tático
Embora a marcação forte seja a marca registrada de Marrocos, o time também apresenta atributos de alto nível quando decide se lançar ao ataque. A transição rápida utiliza a velocidade dos alas e o refino técnico de Brahim Díaz para desestabilizar as linhas defensivas adversárias.
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É justamente esse equilíbrio entre um ferrolho compacto lá atrás e contragolpes letais que transforma o adversário do Brasil em uma armadilha de início de torneio, forçando a seleção brasileira a jogar com atenção redobrada para não ser surpreendida no setor de retaguarda. Isso enquanto a própria seleção de Ancelotti procura seu próprio equilíbrio.
Dores de cabeça
A exemplo do Brasil, o fechamento da preparação marroquina trouxe dores de cabeça médicas no último amistoso preparatório. Durante o empate em 1 a 1 contra a Noruega, o lateral-esquerdo Noussair Mazraoui e o atacante Abde Ezzalzouli deixaram o gramado reclamando de desconforto muscular e viraram preocupações.
Mazraoui sentiu o ombro e atuou por menos de 30 minutos, enquanto Ezzalzouli acusou uma entorse no joelho. A perda de ambos compromete o lado esquerdo de Marrocos. Caso os cortes sejam inevitáveis, o técnico Mohamed Ouahbi terá até 24 horas antes do apito inicial para anunciar substitutos oficiais, recorrendo à lista provisória de 55 nomes inscritos na Fifa.





