Na vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela, na noite de quinta-feira, a Argentina assistiu a um ensaio silencioso do tango do adeus. Messi, com a camisa celeste e branca, marcou dois gols de alta classe, reafirmando sua marca de craque. Mas havia algo além do placar: cada gesto parecia carregado de significado, como se fosse a antecipação de uma despedida. O último tango de um gênio. Ele ainda deve estar no Mundial de 2026, mas não voltará a jogar pela seleção em seu país. E isso já nos diz muito: o fim está próximo.

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Lionel Messi é mais que argentino. É um jogador acima das rivalidades, pertencente ao mundo do futebol. Sua falta será sentida não apenas nos corações de seus compatriotas, mas em todos que amam o jogo. Porque não há no horizonte alguém capaz de substituí-lo — e essa ausência anunciada vai abrir um vazio imenso.

Messi em várias versões ao longo de sua carreira na seleção argentina: meia ainda não se decidiu sobre a Copa 2026 / AFA

Ele é também um dos últimos grandes símbolos de uma geração. Cristiano Ronaldo, Neymar e ele caminham juntos para o ocaso de suas trajetórias, encerrando um ciclo de astros que definiram uma era. Mas Messi, em especial, construiu sua história de um jeito singular: muito talento, pouca ostentação. Em tempos de jogadores que vivem em busca de curtidas e holofotes, ele preferiu o silêncio dos gênios. Low profile, reservado, devotado à família. A introspecção faz parte de sua essência, assim como a genialidade que dispensa explicações.

Gracias, Messi

Messi não precisou gritar para ser ouvido nem provocar para ser lembrado. Seu futebol falou mais alto que qualquer rede social. E é por isso que, quando, enfim, pendurar as chuteiras, não deixará apenas a saudade de seus gols. Vai deixar a saudade de uma era, de uma forma quase pura de viver o futebol. Gracias, Messi, por tudo o que você deu ao esporte.

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