Muricy Ramalho não está confortável com a situação do presidente Julio Casares, tampouco com a briga política do clube que ele tanto ama. O que mais aflige o coordenador é a onda de acusações contra a atual diretoria da qual faz parte. Muricy prometeu que ficaria no cargo até o fim do mandato do presidente, mas ele acena com a possibilidade de pedir para sair imediatamente do São Paulo.
Já estava decidido que ele não ficaria depois deste ano. Ele foi contratado para dar suporte esportivo a Casares, fazendo valer sua experiência de treinador com sua proximidade da diretoria e dos cardeais do clube.

Mas Muricy não fez nem uma coisa nem outra. E não se sente à vontade para continuar. O torcedor espera mais dele. Para não ferir egos, ele quer sair antes da votação do processo de impeachment de Casares, marcado para sexta-feira. A tendência é que o presidente seja afastado do seu cargo enquanto as acusações de desvio de dinheiro e depósitos em sua conta corrente não forem explicadas. É possível que essa confusão se arraste até o fim do ano, quando também termina o mandato do dirigente.
Defesa de Casares
Há muitas dúvidas se seus aliados políticos dentro do Morumbi vão deixá-lo sozinho. Mesmo se o processo de afastamento não for aprovado, ele deverá deixar o posto assim mesmo para montar a sua defesa e reunir as provas de que precisa para se explicar.
Muricy não quer sujar o seu nome
Muricy não gostaria de participar de nada disso. Sua saúde não permite. Mas ele também teme que seu nome seja envolvido politicamente no São Paulo. E de forma negativa. É uma vida construída dentro do Morumbi. Ele nunca se envolveu com politicagem do futebol, sempre focando o seu trabalho dentro de campo, no rendimento do time e nas vitórias e conquistas. Muricy não quer deixar que essa imagem seja prejudicada na função que ele assumiu como elo entre o futebol e a diretoria. Seu pedido de afastamento está preparado.





