Não há plano B para Neymar. Se o camisa 10 não quiser encerrar a carreira no ostracismo, o único caminho que lhe resta é se concentrar num projeto pessoal que o leve de volta à seleção e à disputa da próxima Copa do Mundo. E isso começa pelas condições físicas — e mentais — que lhe permitam honrar o passado de craque. Qualquer outra trilha será um desvio equivocado, com grande risco de se transformar numa emboscada sem retorno.
Para chegar lá, Neymar precisa compreender que ainda está no meio de um processo lento, doloroso e cheio de obstáculos. Recuperação física, sim, mas também técnica, emocional e de imagem. E isso impõe restrições severas a qualquer atividade extra-futebol que lhe roube o foco: festas, compromissos comerciais, aparições midiáticas. O tempo está passando e nenhum dia pode ser desperdiçado.

A corrida contra o tempo perdido exige sacrifícios, e só se ele estiver disposto a fazê-los terá chance de chegar à Copa como protagonista no time de Carlo Ancelotti. Se contaminar o percurso com distrações, corre o sério risco de nem embarcar para o Mundial.
Idolatrado pelos torcedores
A imagem de Neymar com a bandeira do Santos erguida diante da torcida no gramado do Morumbis, após a vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, carrega um simbolismo potente. Mostra um jogador que parece disposto a resgatar o que foi no passado: líder, respeitado pelos adversários, idolatrado pelos torcedores. Há mais de dois anos ele não fazia cinco jogos seguidos. Há mais de dois anos não marcava dois gols na mesma partida. Quem sabe essa atuação contra o Juventude seja um marco real de sua retomada — e não mais um alarme falso.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
Threads
Tik Tok
O Santos, mergulhado na luta contra o rebaixamento, precisa muito de Neymar. Mas é evidente que Neymar precisa ainda mais do Santos, se de fato quer reconstruir sua carreira em um nível de exigência e profissionalismo compatíveis com a seleção brasileira. Mais do que força física, arranque e vitalidade, ele precisa da consciência de que sua jornada não acabou — mas depende exclusivamente de sua disciplina para seguir adiante.





