Nova York — O simples fato de Neymar voltar a calçar as chuteiras e correr no gramado foi suficiente para animar Carlo Ancelotti. Em Morristown, base da seleção brasileira nos Estados Unidos, Neymar realizou nesta semana sua primeira atividade em campo desde que se apresentou ao grupo ainda no Rio de Janeiro, dando mais um passo na recuperação da lesão na panturrilha direita. O sinal é pequeno perto da expectativa do torcedor brasileiro que quer vê-lo no time. Neymar é reserva e ainda não está pronto. Existe a possibilidade de ele não viajar com a delegação para a Filadélfia.

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O atacante ainda está longe das condições ideais para disputar uma partida de Copa do Mundo. Nem se sabe se vai conseguir. Ele está em seu quarto Mundial. Os movimentos foram controlados, com corridas leves e sem nenhuma exigência física. Foram tiros curtos. Ainda assim, a evolução foi recebida com otimismo pela comissão técnica, que acompanha diariamente a recuperação do camisa 10.

Neymar começa a dar piques no campo em nova fase de sua recuperação na panturrilha direita / CBF

A presença de Neymar contra o Haiti, na segunda rodada da fase de grupos da Copa, está descartada. Ele não joga. O objetivo agora é tentar colocá-lo à disposição para o confronto diante da Escócia, em Miami, na terceira partida da primeira fase. Há certo otimismo de que ele ficará no banco neste jogo.

Ele pode não viajar para a Filadélfia

Para acelerar o processo de recuperação e não perder tempo, existe a possibilidade de Neymar permanecer em Morristown enquanto a delegação segue para a Filadélfia. A estratégia permitiria uma rotina de tratamento mais intensa, sem a necessidade de deslocamentos. Neymar é o único atleta machucado e entregue ao departamento médico da seleção.

Nos bastidores, Ancelotti começa a enxergar a possibilidade de utilizar o atacante mesmo que inicialmente saindo do banco de reservas. A atuação brasileira diante do Marrocos deixou dúvidas sobre a capacidade ofensiva da equipe, e a experiência do camisa 10 é vista como um recurso capaz de aumentar o peso técnico do elenco em momentos decisivos. O desafio, entretanto, vai além da recuperação clínica do jogador. Há incertezas sobre a condição física e o seu ritmo de jogo. Ele não atua há um mês. Além disso, o próprio treinador italiano já afirmou que vê Neymar como atacante, o que o coloca em disputa direta por espaço com Vinícius Júnior e Raphinha. O jogador do Barcelona não está bem.

Desde sua chegada à seleção, Neymar tem seguido rigorosamente o cronograma estabelecido pela comissão técnica. Sem privilégios e sem reclamar, ele participou de todas as etapas do processo de recuperação e manteve uma postura discreta durante o período de tratamento.

Ancelotti sabe que a renovação não é Neymar

Ancelotti sabe que a convocação do camisa 10 nunca foi apenas uma questão técnica. Enquanto a renovação da seleção aponta para nomes como Endrick, Rayan, Luiz Henrique e Danilo Santos, Neymar representa mais experiência e ainda certa liderança em um elenco que ainda busca identidade e sem muita personalidade. Neymar se despede nesta edição da Copa do Mundo e não deve cumprir o seu contrato com o Santos até o fim do ano.

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Por isso, cada avanço do atacante é acompanhado com atenção nos Estados Unidos. Ainda existem dúvidas sobre sua capacidade de impactar a Copa do Mundo, mas o retorno às atividades no gramado recolocou o seu nome no radar. Neste momento, isso já é suficiente para alimentar a esperança da comissão técnica brasileira, e justificar a escolha do treinador italiano.

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