O torcedor deve parar de falar de Neymar. Toda vez que o atacante do Santos entra em campo, há uma expectativa gigantesca de que ele vai colocar a bola debaixo do braço e ensinar a todos como se joga futebol, fazer diabruras e decidir os jogos para o Santos. Também se pensava da mesma forma quando ele estava no Al-Hilal e até mesmo no PSG, ao lado de Messi e Mbappé. É um sonho.

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Desde que Neymar voltou para o Santos, provocando uma mistura de desconfiança e muita esperança do torcedor, nada disso aconteceu. Neymar não brilhou, não decidiu jogo nem ensinou ninguém de nada. Sua nova fase (ruim) é ser cobrado e xingado por torcedores do próprio Santos, como aconteceu na Vila nesta terça-feira após empate triste pela Sul-Americana.

Neymar ainda não foi chamado para servir a seleção brasileira com Ancelotti e tem problemas para ajudar o Santos / Santos

Se pudesse, o próprio atacante faria o pedido público: “esqueçam de mim. Me deixem em paz”. Ele já ameaçou pedir isso. O torcedor brasileiro deveria atendê-lo, com ou sem pedido, e parar de falar dele. Em mais alguns meses ou poucos anos, ele será um jogador aposentado e terá de carregar para o resto da vida sua péssima fase de fim de carreira. Ele não soube chegar até esse momento. Suas metas continuaram altas demais mesmo com o passar dos anos e com o corpo dizendo o contrário. Discutir com torcedor no estádio ultrapassa todos os limites de sua personalidade forte. Se ele ainda não entendeu isso, é porque não aprendeu nada. Em que mundo Neymar vive?

Projetos fracassados

É preciso deixá-lo em paz. Sem holofotes e comentários. Não há muito a dizer de Neymar. É fato que ainda consegue ser melhor do que o time do Santos. Ele já jogou “sozinho”, mas esse tempo não volta mais. No Santos, ele teria de conduzir o time e formar uma equipe que corresse para ele e com ele. Mas o atacante não consegue nem uma coisa nem outra. Neymar é uma memória na mente do torcedor.

Se o projeto Copa do Mundo parece fadado a fracassar em menos de dois meses, o projeto Santos segue o mesmo caminho já na segunda temporada. O Santos é último colocado no seu grupo da Sul-Americana e vive assustado no Brasileirão. Já trocou de treinadores algumas vezes desde que Neymar chegou ao clube e nada mudou. E se mudou, foi para pior.

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Portanto, é preciso deixar que ele viva “os seus últimos dias” no futebol de forma mais tranquila, sem tanta pegação no seu pé, de modo a também deixá-lo entrar numa condição “café com leite” diante de seus marcadores e adversários sem sobressaltos. Seus próprios companheiros já não olham mais para ele com admiração. Porque não há mais nada dentro de campo que mereça ser admirado. O torcedor já entendeu isso.

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