Bastou Neymar jogar três partidas inteiras seguidas no Brasileirão para muitos torcedores colocarem o seu nome na lista do técnico Carlo Ancelotti para os jogos do Brasil nas duas últimas rodadas das Eliminatórias da Copa do Mundo. A seleção já está classificada para o Mundial do ano que vem. O torneio será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. A seleção brasileira não está pronta. Teve Fernando Diniz e Dorival Júnior no comando antes da chegada do treinador italiano do Real Madrid.

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Mas qual é o plano de Ancelotti para Neymar? Será que o Brasil nunca vai deixar para trás a cultura de acreditar e apostar todas as suas fichas no talento de um ou poucos jogadores em detrimento de um esquema tático? Como Neymar se encaixaria no time?

Neymar tem de entender que a seleção mudou com Ancelotti e só há lugar para ele no time se jogar coletivamente / CBF

O questionamento me parece pertinente porque no Santos, Neymar faz o que quer. Ele vai onde a bola está e pede passe o tempo todo para os companheiros. Ele não tem posição fixa e não respeita qualquer distribuição tática em campo. Neymar é o dono do time. Quando assumiu o comando do Brasil, Ancelotti conversou com o jogador e disse que o chamaria se ele tivesse condições de ajudar a seleção.

Jogo de Neymar não serve mais

Certamente o técnico santista Cleber Xavier manda menos do que Neymar no vestiário. Pode ser que mande menos até do que o pai de Neymar. O que não quer dizer que não haja respeito e amizade entre técnico e atleta. Mas Neymar é um jogador indomável. E o Santos é a sua casa.

Carlo Ancelotti quer contar com Neymar na Copa, mas precisa achar um jeito de colocá-lo na seleção / CBF

Mas Neymar vem jogando bem, mesmo a despeito do bate-boca que teve com um torcedor na Vila Belmiro. Nessa partida em que o Santos perdeu para o Inter e o atacante brigou com o torcedor, ele jogou muito. Queria a bola. Estava com sangue nos olhos e é assim que o torcedor brasileiro gosta de ver Neymar, mesmo os que não são santistas.

Brasil tem de atuar coletivamente

Mas a seleção brasileira precisa ter um padrão de jogo, uma distribuição tática, atletas com funções e espaços definidos para correr certo e jogar bem. Chega de amontoados em campo. O segredo está no jogo coletivo. É claro que há liberdade para todos em campo. Futebol sem liberdade não é futebol. Há talento e criatividade no Brasil. Mas o que quero dizer é que há também funções táticas que devem ser seguidas. E Ancelotti precisa falar isso para Neymar se quiser tê-lo no time.

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Há um clamor pelo atacante porque o Brasil carece de uma figura imponente. Também porque é da nossa cultura acreditar em talentos. Mas vimos no Mundial de Clubes da Fifa que bons times ganham campeonatos e se candidatam a títulos quando estão bem arrumados em todos os setores e têm jogadores bons e inteligentes. Neymar, no Santos, destrói todas as concepções modernas do futebol.

Nova era com Ancelotti

Então, em caso de convocação do jogador da Vila, o que deve acontecer se ele não se machucar, e torcemos para que isso não ocorra mais, Neymar deve ser muito bem orientado. E acatar algumas determinações. O Brasil entra numa nova era do futebol de seleções com Ancelotti.

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