Por Leonardo de Sá

No evento oficial de abertura do tour da taça da Copa do Mundo 2026 no Brasil, o pentacampeão do mundo Denílson falou algumas palavras sobre Carlo Ancelotti. O ex-jogador disse que “não era a favor de um estrangeiro antes” na seleção brasileira. Porém, foi convencido do contrário ao conhecer o treinador italiano e ver uma seleção muito mais equilibrada. Esse comentário não é novo sobre a questão do comando do time nacional do país.

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“A chegada de Ancelotti trouxe o respeito que tínhamos perdido”, opinou o ex-jogador campeão do mundo em 2002. Para ele, o entusiasmo atual contrasta com períodos anteriores de incertezas. Denílson revelou que questionou Ancelotti sobre quem seria o seu “12º jogador”, mas preferiu manter o mistério sobre a resposta que ouviu do técnico. Essa mudança de postura de um ídolo nacional simboliza uma nova fase na aceitação do projeto. O Brasil tenta o hexa na Copa dos Estados Unidos, Canadá e México.

Carlo Ancelotti: trabalho novo e recuperação do respeito da seleção brasileira antes da Copa do Mundo / CBF

A identificação de Ancelotti

Desde o início, a repercussão sobre a vinda do treinador italiano causou uma divisão no torcedor: alguns amavam a ideia, outros odiavam. Não parecia haver meio termo, como o apresentado por Denílson, no qual poderia existir certa desconfiança com a aposta da CBF, mas que, ao esperar para ver, as coisas mudariam. Muitos brasileiros e profissionais do futebol ficaram no passado, como os técnicos Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira.

Carlo Ancelotti sempre se viu identificado com os jogadores brasileiros. O técnico treinou grandes nomes oriundos do Brasil. Kaká, Ronaldo e Cafu foram alguns deles nos tempos de ouro do Milan. Mais recentemente, Vini Jr., Militão e Rodrygo também viveram grandes fases no Real Madrid sob o comando do treinador. Essa familiaridade com o estilo de jogo do país facilitou a transição no vestiário.

Desrespeito de Leão e Oswaldo

Conhecido como um comandante que sabe lidar com elencos, Ancelotti tinha traços que combinavam com o perfil da seleção brasileira. No entanto, a resistência interna foi carregada de um tom desrespeitoso. Em novembro de 2025, Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira subiram o tom nas críticas contra o técnico que beiraram a hostilidade, atacando a vinda do estrangeiro como se a competência estivesse atrelada ao passaporte.

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Essa rejeição, vista atualmente, parece não fazer sentido. Enquanto os veteranos se prendiam a um nacionalismo datado, Ancelotti trabalhava duro no time. O “climão” gerado por aquelas falas ainda ecoa, mas soa anacrônico diante dos resultados e das promessas geradas até agora sob o comando do técnico italiano. O trabalho de Ancelotti é bom na seleção.

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