O futebol como conhecemos está prestes a ficar muito mais acelerado — ou, pelo menos, muito mais vigiado. A International Football Association Board (IFAB) oficializou neste sábado, dia 28, um pacote de mudanças drásticas nas regras que prometem revolucionar o ritmo das partidas a partir da Copa do Mundo de 2026. O objetivo é claro: erradicar a “cera” e dar ao VAR poderes que antes eram considerados excessivos. A Fifa continua sua cruzada para aumentar o tempo de bola rolando no futebol.
O VAR passará a ver (quase) tudo dentro de campo. E vai apontar o dedo para as irregularidades. Ou seja: a turma da cabine terá mais autonomia para intervir nas decisões do árbitro de campo e também dos bandeirinhas. Portanto, a maior mudança para o que existe neste momento está na expansão do protocolo do árbitro de vídeo. Se antes o VAR se limitava aos “quatro pilares” (gol, pênalti, vermelho direto e identidade), agora ele entra em detalhes que podem mudar o rumo de uma decisão.

VAR poderá agir nas seguintes situações
1 – Escanteios: poderá avisar o árbitro de campo se um escanteio foi concedido incorretamente (ou se era tiro de meta).
2 – Segundo cartão amarelo: erros em expulsões por dois cartões amarelos agora podem ser corrigidos.
3 – Identidade: o fim do erro clássico de punir o jogador errado em confusões.
O que se propõe com a mudança é o fim da “cera” e simulações dos jogadores. A IFAB cansou de ver goleiros e batedores de lateral, por exemplo, gastarem o relógio. As novas punições são severas e visam o dinamismo do jogo. “As novas normas têm o intuito de melhorar o ritmo das partidas e garantir que o esporte permaneça rápido, justo e dinâmico”, informou a entidade em nota oficial.
A regra dos cinco segundos
Haverá uma contagem regressiva visual tanto para escanteios quanto para os laterais. Para laterais e tiros de meta, por exemplo, o árbitro iniciará uma contagem de cinco segundos. se o time que estiver com a bola estourar o tempo, a revisão será anotada pelo árbitro. Se for na lateral, a bola passa a ser do adversário. Se a demora acontecer no tiro de meta, o rival ganhará um escanteio. A norma para o tiro de meta já existe, mas ela era de oito segundos. A Fifa baixou para cinco.
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Os senhores do apito, também vão mexer no que foi chamado de “Substituição Sprint”. O jogador passa a ter dez segundos para sair de campo. Se ele demorar mais do que isso, o substituto fica “na geladeira” e só entra na primeira paralisação após um minuto de bola rolando. Por fim, há o “Castigo do Atendimento” médico. O jogador que receber atendimento médico em campo terá de ficar um minuto fora, deixando seu time com um a menos. Espera-se que isso possa desencorajar simulações de lesão.
IA com informações e edição do The Football





