O Palmeiras levou mais tempo do que esperava para concluir a contratação de Jhon Arias, finalizando uma novela que começou há duas semanas, conforme informou no dia 17 de janeiro The Football. Os valores e prazos de contrato foram sendo acertados como ocorre em todas as negociações. Lanterna absoluto e com um pé na divisão inferior da Premier League, o Wolverhampton refez a pedida ao Palmeiras sobre as condições para a venda do colombiano de 28 anos. Incluindo o valor que saltou dos 14 milhões de euros para 25 milhões de euros. Em alguns momentos, o Palmeiras foi mais duro, em outros aceitou os valores pedidos. Não era por acaso que o clube teve apenas um reforço em 2026, o de Marlon Freitas, também conforme The Football.
O desejo do clube inglês era recuperar os 22 milhões de euros (17 milhões de euros mais 5 milhões de euros por metas) investidos por 90% dos diretos do meia-atacante, contratado junto ao Fluminense em julho de 2025, logo após a disputa na Copa do Mundo de Clubes. No contrato, porém, constava uma cláusula em que o time das Laranjeiras teria prioridade caso houvesse uma oferta de algum clube brasileiro. Por isso também, o Palmeiras precisou trabalhar uma quantia mais elevada do que os 14 milhões de euros iniciais, em três parcelas. A presidente Leila Pereira apostou num valor que desse a “tranquilidade” de que o rival carioca não teria condições de cobrir. O Flu ofereceu 20 milhões de euros, recusados pelo Wolverhampton.

O valor, portanto, saltou para 25 milhões de euros (na casa dos R$ 154 milhões). A diretoria do Fluminense, durante os três dias que teve para igualar a oferta do Palmeiras, procurou maneiras de evitar que o ídolo vestisse outra camisa no futebol brasileiro. Não conseguiu. No fim, a estratégia palmeirense prevaleceu e a nova cor do uniforme de John Arias será verde e branco. O tempo de contrato foi reajustado para quatro temporadas, válido até o fim de 2029.
Desejo antigo
A pedido Abel Ferreira, o Palmeiras já monitorava o colombiano desde antes da sua ida para Premier League. Ele pode atuar na ponta e no meio de campo. Arias é o driblador que o treinador buscava para completar o setor ofensivo ao lado de Vitor Roque e, quando se recuperar, Paulinho. Veloz, inteligente nas associações e criativo na improvisação, o novo reforço entregará uma característica que faltou ao elenco palmeirense em 2025 e tem se mostrado um problema também nesse início de temporada.
Ídolo do Flu
Revelado pelo Llaneros, da Colômbia, Arias também passou por América de Cali e Santa Fe, ambos do seu país, até desembarcar no Fluminense e fazer história. Com a camisa do tricolor, entre 2021 e 2025, o colombiano disputou 230 partidas, marcou 47 gols e deu 55 assistências. Além dos bons números, ele colecionou taças, com destaque para o bicampeonato carioca (2022 e 2023), a Libertadores de 2023 e a Recopa Sul-Americana do ano seguinte.
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Arias chegou ao Wolverhampton com a expectativa de substituir à altura Matheus Cunha, que seguiu para o Manchester United. Mas a dificuldade de adaptação ao futebol inglês o atrapalhou. Sua família queria voltar. E ele escolheu o Palmeiras. Com a camisa amarela do Wolves, Arias fez 26 jogos, marcou dois gols e deu uma assistência. Como estava jogando na Inglaterra, o colombiano chega para vestir a camisa. Mas o Palmeiras deve perdê-lo em breve para a seleção colombiana. Em março, a Colômbia fará os mesmos amistosos do que o Brasil na data-Fifa, contra Croácia e França nos Estados Unidos.





