Gustavo Gómez renovou o seu contrato com o Palmeiras até dezembro de 2030, conforme estava previsto na semana passada e informado pelo The Football, e ganhou a oportunidade de continuar no clube até os 37 anos. Ele tem 33. O zagueiro recebe um voto de confiança da diretoria de Leila, cujo mandato termina em dezembro de 2027, que abriu uma exceção para um jogador. O clube aposta não apenas em seu futebol, mas também na liderança construída ao longo de oito anos. É preciso dizer que se trata de uma contratação de risco. Gómez, seguramente, é o melhor jogador da história do Palmeiras ao lado de Luís Pereira, mas não se sabe como ele estará fisicamente aos 35 anos. É natural que perca qualidade.
Gómez chegou ao Palmeiras em 2018 e se transformou em um dos principais símbolos da era mais vencedora da história recente do clube. São 13 títulos, 412 jogos e 48 gols, números que fazem dele o estrangeiro com mais conquistas pelo Palmeiras e também o zagueiro que mais marcou com a camisa alviverde. Ou seja, o passado do zagueiro é extraordinário, assim como o presente. Mas não se sabe como será no futuro. O mais indicado, por mais que ele seja um dos melhores do time, era renovar por mais dois anos. Ele tinha contrato até dezembro de 2027.

A renovação acontece em um momento em que o paraguaio continua importante para Abel Ferreira e para o torcedor. Mesmo aos 33 anos, Gómez é titular e protagonista em partidas decisivas. Recentemente, marcou contra o Cerro Porteño pela Libertadores e alcançou uma marca inédita: tornou-se o primeiro jogador a balançar as redes em nove edições consecutivas da competição. O Palmeiras precisa dele. O único senão é a duração: até 2030. E o timing.
Ele terá 37 anos no fim do acordo
O novo contrato representa uma mudança na política do Palmeiras? Talvez não. A diretoria costuma ser mais cautelosa com vínculos longos para jogadores acima dos 30 anos, mas considera Gómez uma exceção. O clube entende que sua experiência, liderança e identificação com o Palmeiras justificam a aposta até 2030. Há dúvidas se um presidente em fim de mandato (mais um ano e meio), de qualquer clube, tem o direito de esticar acordos de jogadores por três anos a mais depois que ele deixar o clube.
O desafio, porém, será administrar o futuro esportivo do zagueiro. Com o avanço da idade, a gestão física tende a ganhar cada vez mais importância, e o Palmeiras precisará preparar a sucessão de um atleta que durante anos foi intocável na defesa. Murilo, Barboza e Bruno Fuchs aparecem como peças que podem formar essa transição. Fora de campo, a permanência de Gómez tem peso ainda maior. O paraguaio é uma referência para os jogadores mais jovens e representa uma ligação direta com a geração que conquistou títulos importantes. Sua experiência pode ajudar na formação de novos líderes dentro de um elenco que passa por renovação constante.
SIGA THE FOOTBALL
Facebook
Instagram
Linkedin
A decisão também mostra que o Palmeiras pretende preservar sua identidade enquanto constrói o futuro. Gómez representa a geração vencedora que consolidou o clube entre os grandes do futebol brasileiro, enquanto atletas mais jovens começam a assumir protagonismo. A ideia é fazer essa passagem sem romper com a liderança do capitão. Do “El Capitan”. Quando terminar o novo contrato, aos 37 anos, Gómez poderá olhar para trás e ter passado mais de uma década vestindo a camisa palmeirense. Até lá, o desafio será manter o nível físico e técnico que o transformou em ídolo. O Palmeiras já decidiu que quer Gómez até 2030. Agora, será o corpo do capitão que dará a resposta sobre quanto tempo essa história ainda pode durar.





